- Memorial dedicado ao polvo Paul no Sea Life Centre, em Oberhausen, depois que o cefalópode ficou famoso por prever corretamente os sete jogos da Alemanha na Copa de 2010.
- Se a Holanda vencer a Copa do Mundo de 2026, podem surgir pedidos para a construção de uma estátua de Joachim Klement, do Panmure Liberum, considerado o “oráculo” do mundo financeiro.
- O modelo de Klement, criado em 2014, já previu Alemanha em 2010, França em 2018 e Argentina em 2022; para 2026, aponta a Holanda como azarão com 4% de chance.
- O rival Goldman Sachs utiliza quase 20 mil partidas desde 1978, com simulações de Monte Carlo e o sistema Elo; aposta na Espanha com 26% de chance, seguida por França, Argentina, Brasil e Inglaterra.
- O próprio Klement afirma que o modelo explica cerca de 55% da variação entre seleções, e avisa que não se deve levar previsões à risca, destacando o papel do acaso.
Bloomberg Opinion destaca que há um memorial ao polvo Paul no Sea Life Centre de Oberhausen, criado após o animal prever corretamente os sete jogos da Alemanha na Copa de 2010. A curiosidade ganhou notoriedade mundial.
Se a Holanda vencer a Copa de 2026, que começou no dia 12 de novembro no México, pode surgir a ideia de erguer uma estátua para Joachim Klement, estrategista-chefe do Panmure Liberum, conhecido como o oráculo do mercado.
Klement viralizou ao apostar, já em 2014, que a Alemanha venceria a edição seguinte, seguida por França em 2018 e Argentina em 2022. Seu modelo para 2026 aponta a Holanda como azarão, com 4% de probabilidade, segundo o Polymarket.
O analista alemão permanece convicto de que o modelo funciona, ainda que reconheça a surpresa de acertos anteriores. O relatório sobre o tema é, para ele, ao mesmo tempo sério e humorístico, dentro de notas de pesquisa de bancos.
A notícia gera debate sobre a relação entre previsões econômicas, esportivas e o papel do acaso. O modelo dele tenta explicar variações de desempenho usando dados macroeconômicos e de desempenho de equipes.
O método de Klement nasceu de estudo de 2002 sobre determinantes socioeconômicos do desempenho no futebol, incluindo PIB per capita, tamanho da população, temperatura e ser o país anfitrião, com ajuste pela posição na FIFA.
Em comparação, o sistema da Goldman Sachs analisa quase 20 mil partidas desde 1978 e usa regressões, classificação Elo, indicadores de talento e 50 mil simulações de Monte Carlo para chegar às probabilidades.
Apesar de a Espanha aparecer com 26% de chance no modelo da Goldman, e Portugal ter 4% na aposta de Klement, nenhum modelo é definitivo. A leitura enfatiza que o acaso exerce influência expressiva em torneios de mata-mata.
A conclusão prática é evitar superestimar previsões econômicas ou de mercado. O autor ressalta que o erro é parte do processo, destacando a limitada confiabilidade de modelos para eventos únicos.
Entre as lições, aponta-se a cautela ao considerar previsões e a lembrança de que apenas um polvo existiu na prática de prever resultados esportivos com variação significativa.
Este texto reflete as opiniões do autor e não representa necessariamente a posição oficial de Bloomberg LP ou de seus proprietários.
Matthew Brooker é colunista da Bloomberg Opinion, com foco em negócios e infraestrutura, anteriormente editor da Bloomberg News e do South China Morning Post.
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