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Federações criticam presidente da Uefa por chamar jogos da Copa de desinteressantes

Federações participantes rebatem Ceferin: jogos da Copa de 2026 não são desinteressantes e cada classificação merece respeito, destacando significado para países classificados

Presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, durante evento da entidade
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  • Federações de Marrocos, Senegal, Egito e outras ligadas à Copa de 2026 criticaram o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, por chamarem jogos da competição de “desinteressantes”.
  • O grupo destacou que cada partida da Copa do Mundo tem importância para os países classificados, valorizando os sacrifícios e méritos de jogadores, clubes e torcedores.
  • O comunicado conjunto ressalta que a classificação para a Copa é uma conquista histórica para nações como Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão, entre outras, e tem significado especial para Congo e Haiti.
  • Ceferin havia afirmado, em entrevista, que alguns jogos da Copa de 2026 seriam desinteressantes, em referência à expansão para 48 seleções.
  • A Copa de 2026 será disputada com 48 seleções e terá 104 jogos, realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, com a final prevista para 19 de julho.

Dentre as críticas recebidas pela Uefa, as federações de seleções participantes da Copa do Mundo de 2026 reagiram de forma veemente às declarações do presidente da entidade, Aleksander Ceferin. Em um programa de TV esloveno, ele afirmou que a expansão para 48 seleções poderia resultar em jogos menos interessantes. A reação foi publicada neste domingo (14) por meio de um comunicado conjunto.

O texto foi assinado por federações de Cabo Verde, Curaçao, Uzbequistão, República Democrática do Congo, Haiti, Argélia, Tunísia, Marrocos, Egito, Gana, Senegal, Costa do Marfim e África do Sul, e encaminhado à AFP. No documento, as entidades afirmaram que nenhuma partida da Copa do Mundo deixa de ter relevância para seus países.

Reação e contexto

As federações ressaltaram que a classificação para a Copa representa uma conquista histórica para muitos países, incluindo Cabo Verde, Curaçao, Jordânia e Uzbequistão, além de lembrar que para Congo e Haiti o retorno ao torneio é significativo para milhões de torcedores. O grupo afirmou que sugerir desinteresse nos jogos desvaloriza os esforços de jogadores, treinadores e comunidades do futebol.

O comunicado enfatizou que o futebol não pertence a um grupo restrito e que cada país classificado chegou ao torneio por seus próprios méritos. A nota pediu respeito às equipes classificadas e reconheceu os sacrifícios envolvidos na preparação para a competição.

O que Ceferin disse e o contexto da Copa

Ceferin mencionou, em entrevista a um canal da Eslovênia, que diversos jogos da Copa do Mundo de 2026 teriam sido pouco cativantes. A observação ocorreu no âmbito da discussão sobre a expansão para 48 seleções, modalidade organizada por Estados Unidos, Canadá e México, com 104 partidas programadas até a final em 19 de julho.

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