- O Irã empatou com a Nova Zelândia por 2 a 2 em Los Angeles, mantendo a expectativa de favoritismo, mas sem domínio.
- O tropeço tem ligação com tensões extracampos entre Irã e Estados Unidos, incluindo vistos aprovados apenas cinco dias antes da estreia e alguns dirigentes sem autorização para entrar nos EUA.
- A preparação da equipe foi afetada: o planalto previa concentração no Arizona, mas a delegação se abrigou em Tijuana e só chegou a Los Angeles na véspera do jogo.
- O capitão Mehdi Taremi afirmou que a tensão emocional prejudica a alegria e a mensagem de paz da Copa do Mundo.
- Torcedores iranianos protestaram nas arquibancadas com símbolos críticos ao regime; a FIFA proibiu manifestações políticas, e o árbitro Omar Artan teve o ingresso negado e não pôde apitar.
O Irã saiu como favorito, mas ficou no empate de 2 a 2 com a Nova Zelândia em Los Angeles, nos EUA. A partida marcou a estreia da equipe asiática na Copa do Mundo de 2026 e trouxe desempenho abaixo do esperado diante de uma Nova Zelândia que chegou com a pior posição no ranking da Fifa.
O tropeço está ligado a tensões extracampo que cercaram o país no período pré-Copa, especialmente com os Estados Unidos. O acordo para o fim da guerra entre as nações foi firmado apenas no último domingo. Vistos de iranianos foram aprovados apenas cinco dias antes da estreia.
Mudança na programação
A preparação da seleção foi impactada pela geopolítica. O planejamento previa concentração no Arizona, mas a delegação se abrigou em Tijuana, sob forte proteção, para evitar imprevistos. A chegada a Los Angeles ocorreu na véspera do jogo.
Desdobramentos da véspera
Capitão Mehdi Taremi comentou o desgaste emocional do elenco antes da primeira partida, dizendo que a tensão prejudica a alegria e a mensagem de paz que o futebol carrega.
Protestos nas arquibancadas
O clima nos estádios foi tenso, com torcedores iranianos exibindo símbolos do Leão e do Sol, considerados protesto político pela FIFA. A entidade proíbe manifestações políticas em áreas oficiais.
Questão de admissões e arbitragem
O endurecimento migratório nos EUA atingiu também a equipe iraniana, com restrições de entrada de parte da delegação. O árbitro somali Omar Artan teve o ingresso negado e ficou fora da Copa.
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