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Pausas para hidratação dividem jogadores e treinadores na Copa

Pausas de hidratação de três minutos na Copa geram divisão entre jogadores e técnicos, enquanto especialistas defendem intervalos mais longos por calor extremo

Vista geral de telão durante intervalo para hidratação no Estádio de Nova York/Nova Jersey, East Rutherford, Nova Jersey, EUA 13 de junho de 2026 REUTERS/Jeenah Moon
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  • Pausas obrigatórias de três minutos para hidratação na Copa do Mundo dividem jogadores e treinadores, com alguns defendendo benefício contra calor e outros reclamando do ritmo do jogo.
  • Intervalos surgiram após a Copa do Mundo de Clubes nos Estados Unidos, em meio a altas temperaturas e umidade, visando justiça e uniformidade entre as partidas.
  • Treinadores utilizam as pausas como momento tático; em alguns jogos, isso inclui orientar ou ajustar estratégias, enquanto emissores de TV variam entre exibir ou não comerciais.
  • Em partidas específicas, como a estreia de Curaçao contra a Alemanha, a pausa permitiu motivação e instruções táticas aos atletas.
  • Especialistas médicos defendem pausas mais longas, sugerindo entre cinco e seis minutos por intervalo, citando riscos relacionados ao calor e mudanças climáticas.

As pausas obrigatórias de três minutos para hidratação, impostas pela Fifa, dividem opiniões na Copa do Mundo. O intervalo busca reduzir riscos do calor nos países-sede, mas é visto por alguns como quebra de ritmo. Treinadores já exploram o tempo para ajustes táticos.

A regra, aplicada por volta do 22º minuto de cada tempo, divide o jogo em quatro fases. Em partidas com calor intenso, a transição entre tempos ganha nova dinâmica, com foco na recuperação e orientação de equipes.

Capitão da Holanda, Virgil van Dijk, afirmou que as pausas podem atrapalhar a fluidez para quem assiste, mas ajudam em dias quentes. Ele ressaltou a necessidade de analisar cada jogo de forma individual.

Meio-campistas como Youri Tielemans destacaram que a uniformidade é essencial: se há pausa para alguns, deve haver para todos. Em alguns jogos disputados à tarde, a aplicação da regra é ainda mais discutida.

As transmissões permitem interrupção para comerciais logo após sinal da pausa, com retorno programado antes do reinício. Algumas emissoras optaram por não exibir comerciais para manter a continuidade ao vivo.

Treinadores aproveitam o intervalo para orientar e ajustar estratégias. Didier Deschamps afirmou que a pausa facilita conversas com jogadores, preparando o reinício. Já o técnico da Bélgica destacou benefícios táticos.

Especialistas médicos defendem pausas mais longas. O Korey Stringer Institute sugere cinco a seis minutos por intervalo, para não comprometer o desempenho. Aumento do estresse térmico é tema em estudos recentes.

Pesquisas apontam riscos crescentes de calor nas grandes competições, com jogos diurnos em cidades com altas temperaturas. O estudo cita impactos na performance e na saúde de atletas, reforçando a necessidade de protocolos adequados.

A Copa de 2026, segundo especialistas, deverá manter a prática, mas com avaliações sobre duração das pausas. A discussão envolve saúde, ritmo de jogo e eficácia tática para equipes e torcedores.

Reportagem de Rohith Nair (Miami), Sam Tobin (Seattle) e Amy Tennery (Nova York) acompanha as discussões sobre hidratação e ritmo na Copa do Mundo.

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