- O visto do atacante Mehdi Torabi expirou após a primeira entrada dos iranianos nos Estados Unidos para a estreia na Copa do Mundo.
- A Federação de Futebol do Irã disse que o visto dele era válido para apenas uma entrada, mesmo com vistos de múltiplas entradas para outros jogadores.
- A equipe segue viagem de Tijuana, no México, para disputar as partidas da fase de grupos; as duas primeiras ocorrem em Los Angeles e a terceira em Seattle.
- O Irã encara a Bélgica no domingo, 21, e Torabi precisa de um novo visto até, no máximo, sábado, 20, para se juntar à delegação na Califórnia.
- Torabi ficou no banco na estreia contra a Nova Zelândia, que terminou empatada em 2 a 2.
O Irã informou que o visto do atacante Mehdi Torabi expirou após uma única entrada aos Estados Unidos para a estreia na Copa do Mundo, em Los Angeles. A Federação de Futebol do Irã (FFIRI) explicou que, embora os membros da equipe tenham visto de múltiplas entradas, o dele era válido apenas para uma entrada.
A seleção treinava em Tijuana, no México, e disputará as duas primeiras partidas em Los Angeles, com a terceira em Seattle. Após o jogo contra a Nova Zelândia, a FFIRI afirmou que o visto expirou e que já providencia novo documento para que Torabi acompanhe a delegação.
A próxima partida do Irã na fase de grupos será contra a Bélgica, no domingo (21). Torabi precisará de visto renovado até sábado (20) para se juntar à equipe na viagem à Califórnia.
Situação de viagem e próximos passos
Torabi ficou no banco de reservas contra a Nova Zelândia, no empate por 2 a 2. Ele é apontado como apoiador do governo iraniano e tem ligações com a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
Durante os protestos de 2019, o jogador vestiu camiseta com mensagem de apoio à liderança, segundo relatos. As tensões entre Irã e Estados Unidos aumentaram a restrições de vistos para membros da delegação iraniana.
Mahdi Mohammad Nabi, supervisor da seleção para a Copa, estava entre 15 dirigentes cuja autorização de viagem aos EUA foi negada pela organização anfitriã.
Especialistas apontam que seria a primeira Copa em que um país-sede recebe uma nação em conflito com ele. Um acordo de paz foi anunciado menos de 24 horas antes do jogo inicial.
O técnico Amir Ghalenoei afirmou que a instabilidade nas viagens, decorrente das tensões entre Irã e Estados Unidos, prejudicou os jogadores e influenciou o desempenho contra a Nova Zelândia.
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