- TJ‑SP suspendeu a Assembleia Geral de associados do Corinthians marcada para 20 de junho, que votaria a reforma do Estatuto.
- A decisão foi deferida em tutela de urgência em Agravo de Instrumento movido por três conselheiros vitalícios.
- Os autores apontam indícios de irregularidades no rito de tramitação do projeto e questionam a legalidade do processo conforme o Estatuto.
- A decisão cita possíveis descumprimentos ao artigo 97 do Estatuto, que define o papel do Cori na proposição de alterações ao regulamento.
- A paralisação ocorre após decisões anteriores que já haviam tentado suspender ou questionar o andamento da reforma, mantendo o processo sob análise até o julgamento do mérito.
O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a suspensão imediata da Assembleia Geral de associados do Corinthians, marcada para o dia 20 de junho, que votaria a reforma do Estatuto. A decisão reverbera no cenário político do clube. A medida foi tomada em meio a alegações de irregularidades no rito.
O desembargador Mauricio Campos da Silva Velho, da 4ª Câmara de Direito Privado, proferiu a liminar. O pedido foi feito por três conselheiros vitalícios: Ademir de Carvalho Benedito, Alexandre Husni e Guilherme Gonçalves Strenger. Eles contestam a legalidade do processo.
O magistrado apontou indícios de descumprimento do regramento interno, citando o artigo 97 do Estatuto, que atribui ao Cori a competência de propor alterações. A suspensão impede a realização da votação enquanto o tema é analisado.
Contornos do recurso e argumentos dos conselheiros
Os conselheiros afirmam que não havia anteprojeto ou texto-base na votação do ano passado. O Conselho Deliberativo, segundo eles, apenas assinou um reconhecimento genérico da necessidade de atualização.
Eles sustentam ainda que o Cori teria rejeitado o texto-base final antes da análise dos conselheiros, o que comprometeria a validade da proposta desde a origem. O agravo sustenta vícios no processo de tramitação.
O grupo também aponta que o Conselho Deliberativo já havia rejeitado a proposta em 29 de abril. Mesmo assim, a tramitação continuou e a Assembleia foi agendada. Conforme os autores, isso reforça as irregularidades.
Histórico recente e desdobramentos
A disputa envolve mudanças internas desde o início do ano, com decisões conflitantes da Justiça. Uma liminar anterior derrubou a primeira assembleia convocada. O processo passou pelos comitês internos e foi reaberto pelo presidente em exercício.
Antes desta suspensão, outros associados acionaram a Justiça para ajustar as regras do pleito. Uma liminar garantiu votos para associados com inscrição até 8 de maio, incluindo vínculos mais recentes, mas pode ser revista na análise de mérito.
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