- Em 1974, Zaire disputou a última fase da Copa do Mundo e sofreu uma goleada de 9 a 0 contra o Brasil, após uma cobrança de falta de aproximadamente 25 jardas ter sido sabotada pelo jogador Mwepu Ilunga, que saiu da linha de defesa e chutou a bola para o campo adversário.
- O lance ficou marcado como um dos momentos mais bizarros da competição, gerando interpretação equivocada de “ignorância” dos africanos e lotando compilações de bloopers ao longo dos anos.
- À época, o time enfrentou problemas estruturais, corrupção interna e promessas não cumpridas de autoridades do governo e da associação esportiva, que impactaram moral e desempenho dos jogadores.
- Ilunga divergiu das explicações simplistas ao longo da vida, afirmando que o ato foi deliberado e que houve várias versões sobre o motivo, incluindo protesto contra gestões, frustração com a preparação e, em outra versão, tentativa de se manter em campo após ameaças de consequências graves.
- O episódio ocorreu no último jogo do grupo, marcando um momento simbólico da participação de Zaire (atual República Democrática do Congo) em Copas do Mundo, com a seleção só voltando ao torneio após muitos anos.
O fato ocorreu no Mundial de 1974, em casa? não exatamente: Zaire enfrentou uma cobrança de falta a cerca de 25 jardas do gol. O árbitro Nicolae Rainea apitou, os sapatos estavam posicionados, e o jogador Mwepu Ilunga partiu para uma jogada inusitada ao sair da linha da barreira e chutar a bola para o outro lado do campo. O lance ficou marcado como uma das imagens mais curiosas da história dos Mundiais, gerando controvérsia sobre o que motivou a ação.
A reação inicial foi de surpresa entre os companheiros e a arbitragem, que mostrou cartão amarelo a Ilunga. Aquela jogada ocorreu durante a fase de grupos de 1974, após a Zaire ter aberto o torneio com derrotas expressivas. A desorientação e o clima tenso no elenco contrastavam com a expectativa de avanço, alimentada por promessas de Mobutu Sese Seko, então líder do país.
Contexto político e esportivo
Entre 1965 e 1997, Mobutu governou o que hoje é a República Democrática do Congo, sob uma pauta de promoção da imagem internacional por meio do esporte. A seleção de Zaire foi a primeira da África Subsaariana a disputar a Copa do Mundo, após conquistar a Copa Africana de Nações em 1974 e receber apoio institucional para a viagem.
Promessas de luxo, viagens e recursos financeiros foram feitas aos jogadores, mas houve difusão de verbas entre oficiais e estruturas administrativas. O efeito disso, somado a dificuldades de preparação e poucos jogos fora do continente, contribuiu para o mau ambiente na equipe, conforme relatos de jogadores à época e a pesquisas históricas.
Versões de Ilunga e desdobramentos
Mwepu Ilunga, que morreu em 2015, deu várias explicações ao longo dos anos sobre o motivo da jogada, variando entre protesto contra desvio de recursos, reação a frustrações do elenco, e uma tentativa de forçar a expulsão para evitar ficar em campo diante da pressão externa. Em diferentes entrevistas, ele descreveu a própria ação como resposta a um conjunto de fatores, incluindo a má administração do período.
Após o episódio, a Zaire sofreu uma goleada pelo Brasil na partida final da fase de grupos, além de descontextos técnicos e administrativos que marcaram aquela campanha. O episódio ficou na memória pública ligada a um período turbulento da história do país, além de simbolizar as复杂as relações entre esportes e política no regime de Mobutu.
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