- Sensor de movimento de 500 Hz registra deslocamento, impactos e mudanças de direção, enviando dados em tempo real ao VAR.
- Inteligência artificial combina dados da bola com o posicionamento dos jogadores para apoiar decisões do árbitro, sem substituí-lo.
- Chip posicionado nos painéis laterais, com contrabalanços nos demais para manter equilíbrio, sem alterar o desempenho da bola.
- Construção aerodinâmica de quatro painéis com costuras profundas, visando voo mais estável em chutes longos e cruzamentos.
- Ícones em relevo que melhoram a aderência em condições de umidade, facilitando o controle em dribles e finalizações.
A Copa do Mundo de 2026 contará com a bola Trionda, oficial da competição, lançada pela Adidas. O modelo incorpora sensor de movimento, chip lateral e inteligência artificial para apoiar o VAR, além de uma superfície com relevo que melhora o controle em campo.
A Trionda é a evolução direta da Al Rihla, usada no Catar em 2022. O design traz as cores dos Estados Unidos, Canadá e México e símbolos de cada país. A versão Pro, para jogos, terá sensor embutido e conectividade em tempo real com o sistema de arbitragem.
No Brasil, a linha traz opções mais acessíveis, mas a edição oficial com sensor pode chegar a R$ 999. A proposta é ampliar a precisão das decisões em lances disputados, sem substituir o árbitro, apenas fornecer dados adicionais.
Tecnologias da bola
- Sensor de movimento de 500 Hz
O principal recurso registra deslocamentos, impactos e mudanças de direção. Os dados são enviados ao VAR em tempo real, ajudando a confirmar ou esclarecer lances de impedimento e situações rápidas em campo.
- Inteligência artificial integrada
Dados da bola combinados com posição dos atletas permitem analyses adicionais em lances de toque de mão e desvio. A decisão final continua com o árbitro, mas com suporte tecnológico para embasar o veredito.
- Chip posicionado nos painéis laterais
Um chip fica em uma camada lateral de um dos quatro painéis, com contrapesos nos demais. A ideia é manter o equilíbrio sem interferir no peso, voo ou trajetória da bola.
- Construção aerodinâmica de quatro painéis
Geometria fluida e costuras mais profundas distribuem o ar de forma estável. Tal configuração melhora a previsibilidade da trajetória em chutes longos, cruzamentos e lançamentos.
- Ícones em relevo para aderência
Símbolos em relevo ajudam na aderência da bola sob chuva ou campo molhado. Goleiros e jogadores ganham melhor controle em dribles, passes e finalizações, sem comprometer o desempenho.
Como a tecnologia impacta o VAR
O sistema de impedimento semicautomaticamente depende de dados de toque na bola para confirmar a posição. Com o sensor de 500 Hz, a analise é mais rápida e reduz margens de erro. Em lances com possível toque de mão, a trajetória e o impacto ajudam a esclarecer a jogada.
A integração entre bola conectada e posicionamento de jogadores amplia a base de dados para o árbitro. A tecnologia não toma decisões; oferece evidências que ajudam na tomada de decisão durante a partida.
Comparação com a Copa de 2022
A Al Rihla já introduziu a noção de bola conectada, usada com o sistema de impedimento semiautomático no Catar. A Trionda avança esse conceito com melhorias de equilíbrio, aerodinâmica e superfície, ampliando o uso para leitura tática e desempenho em campo.
A evolução visa uma leitura de lances mais precisa, rapidez na análise e suporte ao corpo-arbitral, sem descaracterizar o papel do árbitro. A praça de tecnologia esportiva continua em evolução com a Copa de 2026.
Com informações de Adidas e FIFA
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