- Osmar Stábile, presidente do Corinthians, teve o terceiro pedido de impeachment protocolado contra ele, em função de uma manifestação do Ministério Público de São Paulo.
- O pedido envolve a defesa de Armando Mendonça, vice-presidente do clube, e aponta que a posição assinada por Stábile pode favorecer a defesa do dirigente investigado.
- O Ministério Público sustenta que a manifestação não condiz com a posição de uma entidade potencialmente lesada e aponta possível convergência de interesses entre a administração e Mendonça.
- O caso está ligado à investigação de supostos crimes atribuídos a Mendonça no chamado “Caso Nike”, que envolve furto qualificado, tentativa de apropriação indébita e coação de testemunhas.
- Este é o terceiro pedido em curto intervalo; os dois anteriores tratavam de questões administrativas e contratações, ampliando o desgaste político sobre a gestão de Stábile.
O presidente do Corinthians, Osmar Stábile, tornou-se alvo de um terceiro pedido de impeachment. O requerimento foi protocolado após uma manifestação do Ministério Público de São Paulo que critica a atuação do dirigente em um processo envolvendo o vice Armando Mendonça.
O documento foi apresentado por Leandro Cano, juiz titular da Vara do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Guarulhos, e teve como base uma manifestação do MP nos autos do caso. A defesa de Mendonça anexou um documento institucional assinado por Stábile, no qual o clube afirma não ter havido comprovação de desvio de materiais e que não se considera vítima dos supostos crimes.
O MP sustenta que a posição de Stábile não condiz com a de uma instituição potencialmente lesada e poderia favorecer a defesa de Mendonça. A promotoria aponta possível conflito de interesses entre a administração do clube e o dirigente investigado, além de indicar eventual descumprimento de deveres estatutários e legais.
O caso envolve a investigação de supostos crimes atribuídos a Armando Mendonça no chamado caso Nike. Em nota técnica, a instituição enfatiza que a manifestação assinada por Stábile poderia beneficiar a estratégia da defesa do vice. O pedido acrescenta mais uma frente de desgaste político para o atual comando.
Este é o terceiro pedido de impeachment contra Stábile em curto intervalo, com origens distintas. O primeiro, apresentado por conselheiros, já teve parecer favorável da Comissão de Ética para prosseguimento, envolvendo renegociação de dívida estimada em R$ 1,2 bilhão e uso do Parque São Jorge como garantia.
O segundo pedido questiona contratações da gestão, como a Mega Assessoria Operacional e a Bear Security Ltda., apontando possíveis falhas em processos e contratação sem concorrência. Agora, o novo requerimento acrescenta a atuação institucional em uma investigação criminal, ampliando o debate sobre decisões da gestão.
Embora tratem de temas diferentes, todos os pedidos discutem ações da atual diretoria e intensificam a tensão interna no clube. O Corinthians permanece diante de disputas internas, desafios administrativos e necessidade de reorganizar sua situação financeira.
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