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FIFA admite adaptar o futebol aos EUA para atender ao país-sede

A FIFA reforça a adaptação ao padrão americano na Copa, com shows, quatro quartos, ingressos dinâmicos e branding para atrair o público dos EUA

Katy Perry cantou ao lado de Tius Luka, de 10 anos, na abertura da Copa do Mundo nos EUA
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  • A FIFA adaptou a Copa do Mundo nos EUA ao estilo de esportes americanos, com shows, música e entrada em grupo dos jogadores para cantar o hino.
  • Cheergirls nos intervalos, iluminação e câmeras em torcedores passaram a fazer parte da celebração, além de partidas com quatro quartos e hidratação obrigatória de três minutos.
  • A venda de ingressos foi americanizada, com preços dinâmicos para revenda que, em certos casos, subiram até 22 vezes o valor original.
  • Nomes dos estádios não exibem patrocinadores, apenas nomes das cidades, por exigência de contratos remunerados da FIFA, o que causou estranheza entre torcedores americanos.
  • A mudança teve impulso do ex-jogador Alessandro Del Piero, e a cobertura na Fox News visa engajar o público americano, em tom de aproximar o futebol do que se vê nos EUA, comparando a Copa ao maior evento do país.

A Fifa tem promovido mudanças na organização da Copa para atrair o público norte-americano. A ideia é que o evento tenha a lógica dos esportes dos EUA, com recursos de entretenimento e marketing. A aposta ocorre já desde a Copa do Qatar, em 2022.

Dados apontam que a cerimônia de abertura ganhou elementos de entretenimento, como música pop e shows com grande participação de torcedores. O objetivo é tornar a experiência mais próxima de ligas como NBA e NFL, segundo a entidade.

Segundo a diretoria, Del Piero teve papel central ao sugerir a entrada conjunta de jogadores para o hino, com bandeiras grandes, um gesto diferente do tradicional. A medida marca uma mudança de formato em relação ao Mundial de Clubes.

Mudanças operacionais e comerciais

A organização também ampliou recursos de espetáculo nos intervalos e elevou o uso de tecnologia de câmera e iluminação. A cada intervalo, os direitos de transmissão incluem espaço para publicidade, aproximando-se do modelo norte-americano.

Outra novidade é a presença de cheerleaders em shows de intervalo, similar aos esportes praticados nos EUA. A venda de ingressos recebeu reajustes, com prática de preço dinâmico para revenda, o que elevou valores em até 22 vezes em alguns casos.

Na parte logística, a Fifa implantou limitação de tempo para hidratação, prevendo três minutos obrigatórios por partida. Assim, o torneio passou a exigir ajustes parecidos com o formato de quatro quartos, observado na NBA.

Entretanto, a nomenclatura dos estádios manteve nomes das cidades, sem associação oficial a patrocinadores. A prática difere do padrão de naming rights comum no mercado americano, gerando estranheza entre torcedores locais.

A explicação oficial é que patrocínio só pode ocorrer mediante contrato remunerado com a Fifa. Em público, autoridades ressaltam que a Copa busca espelhar um megaevento semelhante a 78 Super Bowls, ampliando a escala de promovê-la nos EUA.

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