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Mudanças nas regras da Fifa podem alterar a Copa

Com quase 25% dos jogadores no Mundial nascidos fora de seus países, mudanças da Fifa ampliam elegibilidade e fortalecem seleções da diáspora

Os 11 jogadores titulares do Marrocos no empate contra o Brasil nasceram fora do país e foram formados no futebol europeu
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  • Aproximadamente vinte e cinco por cento dos jogadores do Mundial nasceram em país diferente daquele que representam.
  • A diáspora africana, desenvolvida em clubes europeus, explica parte do desempenho de seleções como Marrocos e Cabo Verde na abertura da competição.
  • Em dois mil e três, a Fifa mudou regras para permitir mudança de seleção por atletas com dupla nacionalidade, desde que cumpram condições de residência ou ascendência; depois houve flexibilização para qualquer idade.
  • Casos famosos incluem Antar Yahia (Argélia), Pierre-Emerick Aubameyang e Frédéric Kanouté (França), Kalidou Koulibaly (Senegal) e Declan Rice (Inglaterra).
  • O Mundial reúne duzentos e oitenta e nove jogadores que atuam por países onde não nasceram.

A Copa do Mundo atual registra uma significativa participação de atletas que representam países onde não nasceram. Dados oficiais indicam que quase 25% dos jogadores do torneio atuam por nações diferentes de sua origem, fruto de mudanças nas regras da Fifa e da atuação da diáspora africana.

Entre as seleções mais impactadas, Marrocos aparece com 11 titulares formados majoritariamente na Europa, exceção feita ao goleiro Bounou, nascido no Canadá. Cabo Verde também se destacou ao convocar atletas criados no Velho Continente, surpreendendo na estreia contra a Espanha.

Mudanças nas regras da Fifa

A alteração regulatória permitiu a troca de nacionalidade esportiva por atletas com dupla cidadania, desde que já tivessem vivido no país por pelo menos cinco anos ou tenham ascendentes nascidos lá. A mudança flexibilizou a elegibilidade para seleções nacionais.

A flexibilização ocorreu após pressão de federações africanas, com líderes do futebol do Norte da África defendendo oportunidades iguais para jogadores de origem africana que atuavam na Europa. A proposta ganhou adesão institucional e entrou em vigor em seus moldes atuais.

Caminho de atletas migrantes

A evolução das regras ocorreu ao longo de décadas, transformando o panorama do futebol mundial. Casos emblemáticos abriram caminho para novas gerações, como jogadores que atuaram nas bases de seleções europeias e migraram para defender países africanos.

Desde 2003, a Fifa permite mudanças para atletas com dupla nacionalidade que ainda não disputaram jogos oficiais pela seleção principal. A prática ganhou protagonismo com nomes de destaque que viram a oportunidade de disputar Copas pelo país de adoção.

Panorama atual na Copa

No total, são 289 jogadores representando países onde não nasceram, o que corresponde a quase 25% dos atletas da disputa. O conjunto evidencia a globalização do futebol e a importância da diáspora na composição dos elencos.

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