- Arnaldo Ribeiro, no Posse de Bola do Canal UOL, afirma que Portugal precisa abandonar a ideia de jogar em função de Cristiano Ronaldo e repensar o papel do atacante na Copa do Mundo.
- Ele alerta que a seleção pode se prender a uma referência que não sustenta o jogo, especialmente diante da Colômbia, adversário da próxima fase.
- Ribeiro destaca que Cristiano Ronaldo não rende como antes, citando a troca de posição dele por Gonzalo Ramos na última Copa e o desempenho do time naquele momento.
- Ribeiro também ressalta que, se Portugal depender de servir apenas o atacante para bater recordes, o time pode perder a liderança do grupo.
- José Trajano amplia a crítica, apontando não só a fase de Ronaldo, mas também o meio-campo—Bruno Fernandes e Bernardo Silva—como responsáveis por falhas na construção do jogo.
Arnaldo Ribeiro afirma que Portugal precisa abandonar a ideia de jogar em função de Cristiano Ronaldo e repensar o papel do atacante na Copa do Mundo. A análise foi feita no programa Posse de Bola, do Canal UOL.
Segundo Ribeiro, a seleção corre o risco de se prender a uma referência que não sustenta o jogo, sobretudo diante de uma partida dura contra a Colômbia. A crítica aponta para a necessidade de novas soluções tática e de elenco.
Ele destaca que Ronaldo não preserva o ritmo da equipe quando é taxado como protagonista único. A avaliação sugere que o time pode sofrer com a dependência do jogador, caso tente bater recordes ou atuar como cereja do bolo.
O comentarista lembra a situação recente em que Ronaldo perdeu a posição durante a última Copa do Mundo, sendo substituído no banco no terceiro jogo. Gonzalo Ramos assumiu a função e contribuiu para a goleada de Portugal sobre a Croácia por 6 a 1, com destaque para Ramos.
Ainda segundo a análise, Portugal conta com outros atacantes como Gonçalo Guedes e Gonçalo Ramos, que podem ocupar o espaço deixado por Ronaldo, evitando que o jogo passe a depender exclusivamente do astro de 41 anos.
José Trajano amplia a crítica ao apontar que o problema não é só de Ronaldo. Para o comentarista, o meio-campo que chegou à Copa do Mundo de 2026 como elite também ficou devendo, não resolvendo os momentos decisivos.
Trajano questiona se o trio de meio-campistas—Bruno Fernandes, Bernardo Silva e o resto do setor—era capaz de decidir partidas em situações-chave, sugerindo que a derrota em busca da primeira posição na chave pode comprometer o desempenho futuro.
A dupla de comentaristas, portanto, aponta um retrato mais amplo: além da presença de Ronaldo, é preciso avaliar a construção coletiva, o equilíbrio entre ataque e meio-campo e a adaptação tática para as próximas partidas.
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