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Camisa 10 do Haiti não jogou; tragédia familiar e batismo por enfermeiros

Meia Jean-Ricner Bellegarde, nascido prematuro na França e batizado por hospital, ajudou o Haiti a conquistar vaga na Copa do Mundo sem jamais ter pisado no país

Jean-Ricner Bellegarde com a camisa do Haiti já sem a ilustração após solicitação da Fifa — Foto: Emilee Chinn - FIFA/FIFA via Getty Images
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  • Jean-Ricner Bellegarde, meia haitiano-francês, nasceu prematuro enquanto a mãe entrava em coma e foi batizado pela equipe do hospital em Colombes.
  • Mesmo tendo atuado pelas seleções de base da França, ele optou por defender o Haiti em 2025, vestindo a camisa de número 10.
  • Ontem, Bellegarde ajudou o Haiti a se classificar para a Copa do Mundo nas Eliminatórias da Concacaf, eliminando Costa Rica, Honduras e Nicarágua.
  • O Haiti não jogou em casa durante as eliminatórias por conflitos, e Bellegarde nunca pisou no país.
  • A seleção haitiana enfrenta o Brasil nesta sexta-feira, às 21h30, em Filadélfia, pela segunda rodada do grupo C.

Jean-Ricner Bellegarde, meia do Haiti, é reconhecido por superar inúmeros obstáculos para disputar a Copa do Mundo. Nascido prematuro, com apenas seis meses de gestação, sua mãe entrou em coma durante o parto.

Sem familiares presentes, a equipe do hospital escolheu o nome do recém-nascido. A mãe acordou anos depois e confirmou que manteria a escolha, diante do risco de vida que enfrentaram naquela ocasião.

Bellegarde nasceu na França, tem ascendência haitiana pelo pai e atuou nas seleções de base da França antes de defender o Haiti a partir de 2025. A história de batismo foi narrada por ele em entrevista ao Le Media Carré.

Origem e batismo

Na infância, o jogador revelou que a escolha do hospital em Colombes para batizar foi determinante. Hoje ele carrega esse legado com orgulho, ao mesmo tempo em que busca reconhecer os profissionais que o salvaram.

Ele disputou seis partidas nas Eliminatórias da Concacaf, ajudando o Haiti a eliminar Costa Rica, Honduras e Nicarágua para uma vaga na Copa do Mundo. O feito ocorreu mesmo sem poder atuar no país.

Bellegarde destacou o desafio de jogar fora de casa nas eliminatórias. O Haiti precisou atuar como mandante em estádios fora do país, por conta de conflitos internos.

Trajetória esportiva e contexto da Copa

Ainda sem ter visitado o Haiti, o meia afirmou que a conquista gera esperança entre o povo haitiano. O país não pôde sediar jogos da seleção na campanha rumo à Copa, levando o técnico e a equipe a atuarem como visitantes.

Apaixonado pelo futebol brasileiro, Bellegarde mencionou Ronaldinho Gaúcho como referência. Também comentou que o Haiti tem torcida pelo Brasil e pela Argentina, especialmente entre jovens.

antes de se transferir para o Wolverhampton, Bellegarde atuou pelo Lens e pelo Strasbourg na França. Sua história de superação ganhou notoriedade ao ser o destaque de uma geração que representa o Haiti na Copa.

O Haiti enfrenta o Brasil pela segunda rodada do grupo C, em jogo realizado na Filadélfia. A equipe haitiana estreou perdendo para a Escócia, enquanto Brasil e Marrocos empataram na primeira rodada.

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