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Clubes da Série B aplaudem punição a Ponte Preta por salários atrasados

Dirigentes rivais apoiam punição à Ponte Preta por salários atrasados, com readmissão ao PARF-B condicionada e novas cobranças da CBF para quitar dívidas

Luiz Antônio Alves Torrano é o presidente da Ponte Preta –
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  • A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) puniu a Ponte Preta, excluindo o clube do Programa de Apoio à Reestruturação Financeira de Clubes da Série B (PARF-B) por atrasos salariais superiores a sessenta dias.
  • Dirigentes de rivais apoiaram a decisão, destacando a necessidade de disciplina fiscal no futebol; o presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, afirmou que o fair play financeiro deve orientar gastos futuros.
  • O Botafogo-SP, representado por Adalberto Baptista, reiterou que todas as agremiações tiveram tempo para regularizar as finanças antes da competição e que o fair play pode salvar o futebol brasileiro.
  • Com a saída do PARF-B, a Ponte Preta deixará de contar com custeio direto da CBF para transporte, hospedagem e taxas de arbitragem, passando a receber boletos mensais com prazo de até dez dias úteis.
  • A ANRESF informou que a Ponte pode readmitida no PARF-B durante a temporada, desde que comprove a quitação de pendências trabalhistas e cumpra novamente os critérios de elegibilidade.

O processo envolvendo a Ponte Preta ganhou contornos nacionais após a agência reguladora ANRESF punir o clube. A decisão excluiu a Macaca do PARF-B por salários atrasados superiores a 60 dias com jogadores, comissão técnica e funcionários em Campinas.

A medida impacta diretamente as finanças da equipe. Sem o custeio direto da CBF para transporte, hospedagem e taxas de arbitragem, a Ponte Preta passa a receber boletos mensais com prazo de até dez dias úteis para pagamento. A CBF continua organizando logística.

A ANRESF também determinou que a Ponte Preta devolva à CBF os valores despendidos com a logística desde a primeira rodada da Série B. Caso haja novo atraso, poderão haver retenções de cotas de transmissão e bloqueios de premiações.

Reação de dirigentes rivais: o presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, defendeu a punição como exemplo para moralizar o futebol e exigir responsabilidade financeira. Ele pediu que o caso seja o início de uma série de sanções.

Outro apoiador público foi Adalberto Baptista, dirigente do Botafogo-SP, que integra o Conselho Nacional de Clubes da CBF. Ele afirmou que o Fair Play Financeiro precisa ser aplicado de forma consistente para todos os clubes.

A situação permite a readmissão da Ponte Preta ao PARF-B ainda nesta temporada, desde que todas as pendências trabalhistas sejam quitadas e os critérios de elegibilidade sejam reestabelecidos pela diretoria. A decisão depende de comprovação formal.

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