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Copa de 2026: 1 em 4 partidas pode exceder limite seguro de calor

Copa de 2026 tem alto risco de calor: 14 das 16 sedes podem ultrapassar o WBGT de 28°C, levando pausas obrigatórias de hidratação

11 de junho de 2026. Uma idosa caminha com um guarda-chuva para se proteger do sol em Nova York, que estava sob alerta vermelho devido ao calor extremo
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  • Análise aponta que 14 das 16 sedes podem ultrapassar o limiar de 28°C na escala WBGT em tardes de verão, elevando o risco de calor extremo; até nove estádios podem ficar acima desse nível em metade dos dias, e quatro podem chegar a 32°C.
  • Em conjunto, 26 de 104 partidas devem ocorrer com WBGT de pelo menos 26°C, levando o FIFPRO a recomendar pausas de resfriamento; cinco jogos podem chegar a 28°C ou mais, condições que sugerem adiamento em alguns casos.
  • A FIFA obrigou pausas de hidratação de três minutos aos 22 minutos de cada tempo em todas as partidas, uma medida inédita nas Copas; especialistas defendem limites mais baixos para pausas e adiamento, citando riscos à saúde.
  • O torneio reúne cidades com climas variados, incluindo Dallas, Houston, Miami, Kansas City, Filadélfia e Atlanta em alto risco, e Vancouver e área da baía de São Francisco com menor gravidade, além de México, com lacunas de temperatura conforme altitude e localização.
  • No Brasil, jogos de estreia e fases seguintes ocorrem em cidades de alto risco de calor (Nova York/Nova Jersey, Filadélfia e Miami), com horários previstos para fim de tarde ou noite para mitigar o calor.

A Copa do Mundo de 2026 enfrenta um novo desafio relacionado ao calor extremo. Estudo aponta que 14 das 16 sedes podem superar o limiar de estresse térmico em tardes de verão, com risco elevado para jogos disputados sob WBGT acima de 28°C. Assim, os índices de calor podem impactar o desempenho dos atletas.

Levantamento adicional indica que 26 das 104 partidas devem ocorrer com WBGT de pelo menos 26°C, configurando um cenário em que o FIFPRO recomenda pausas obrigatórias de resfriamento. Em cinco jogos, o nível pode chegar a 28°C ou mais, sugerindo possível adiamento conforme o protocolo.

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) reagiu com pausas obrigatórias de hidratação de três minutos aos 22 minutos de cada tempo em todos os jogos, independentemente do clima. A medida é inédita, mas cientistas consultados alertam para a necessidade de regras ainda mais rígidas.

Um torneio, três climas

Dallas, Houston, Miami, Kansas City, Filadélfia e Atlanta aparecem como principais pontos de maior risco de calor durante a competição. Diversas cidades apresentam combinação de calor e alta umidade, dificultando o resfriamento pelo suor.

Outras sedes, como Vancouver e Los Angeles, aparecem em situação diferente, com ar mais ameno e infraestrutura que reduz o impacto do calor. Já Monterrey e outras praças do norte mexicano aparecem entre as mais severas, com temperaturas que podem superar 40°C.

A organização deslocou parte dos jogos diurnos para estádios com teto retrátil e climatização, enquanto as partidas em ambientes abertos são marcadas para horários noturnos. Cinco estádios contam com cobertura, entre eles Dallas e Los Angeles.

O monitoramento do tempo envolve também riscos de raios: se um relâmpago for detectado próximo aos estádios, o jogo pode ser suspenso por pelo menos 30 minutos. Casos de amistosos preparatórios já mostraram esse protocolo em ação.

Contexto histórico e implicações

A edição de 2026 usa a janela tradicional de junho e julho, diferente do Catar 2022. O aquecimento global elevou os índices de calor desde 1994, quando os EUA sediaram a Copa anterior, aumentando a probabilidade de partidas sob condições extremas.

Historicamente, o calor já forçou mudanças de horários e uso de estratégias para proteger atletas. Em 1994, várias partidas no verão americano foram disputadas sob calor intenso, com relatos públicos de mal-estar entre jogadores.

No atual momento, a diferença entre o patamar de atuação segura e o de risco elevado é pequena: cientistas defendem que medidas adicionais são necessárias para reduzir danos à saúde. A Fifa mantém o esforço de equilíbrio entre disputa esportiva, programação televisiva e segurança.

Brasil em evidência

O calendário coloca o Brasil diante de desafios parecidos: estreia em Nova York/Nova Jersey, seguida de partidas em Filadélfia e Miami. Esses locais apresentam riscos de calor significativos, com estádios sem teto em algumas praças. O caminho até as oitavas envolve jogos de alto cuidado com as condições climáticas.

As opções de contestação passam por horários, infraestrutura e hidratação, mantendo a previsão de jogos no fim de tarde ou à noite. A meta é manter a competitividade sem expor jogadores a níveis de calor que comprometam a saúde.

O debate sobre calendário ideal em torneios de grande escala segue em aberto. Pesquisas reforçam a necessidade de ajustes para além da hidratação, contemplando pausas adicionais, adiantamento de partidas ou uso mais amplo de estádios climatizados, especialmente em eventos com alta demanda mundial.

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