- O Haiti disputou apenas a segunda Copa do Mundo, em mil novecentos setenta e quatro, na Alemanha Ocidental.
- Emmanuel Sanon abriu o placar contra a Itália, mas o Haiti perdeu por três a um e terminou a partida com a defesa abalada.
- O zagueiro Ernst Jean-Joseph foi pego em antidoping por uso de estimulante; o médico da equipe contestou a versão.
- Após o ocorrido, homens ligados ao regime de Baby Doc espancaram Jean-Joseph e o tiraram da concentração; no jogo seguinte, o Haiti levou sete a zero da Polônia.
- A campanha terminou com derrota para a Argentina; Sanon permanece o único haitiano a marcar em Copas por décadas, e cinquenta e dois anos depois o Haiti voltou ao Mundial sem a pressão de um ditador.
O Haiti disputou apenas a sua segunda Copa do Mundo. Em 1974, na Alemanha Ocidental, estreou contra a Itália, com Emmanuel Sanon abrindo o placar. A seleção haitiana ganhou de 1 a 0 e quebrou a sequência de gols do goleiro Dino Zoff, mas a Itália virou o jogo para 3 a 1.
Logo após a estreia, Ernst Jean-Joseph foi sorteado para antidoping. O exame apontou uso de um estimulante. O jogador alegou uso de remédios para asma, mas o médico da equipe questionou o argumento, alimentando controvérsia.
Contexto histórico
Além do doping, o torneio ficou marcado por ações do regime de Jean-Claude Duvalier, o Baby Doc. Jean-Joseph foi retirado da concentração, espancado e enviado de volta ao Haiti no dia seguinte. A equipe passou a enfrentar clima de medo antes das partidas seguintes.
Antes da última rodada, o regime chegou a ligar para Jean-Joseph para confirmar que ainda estaria vivo, segundo relatos da época. Em campo, o Haiti perdeu para a Polônia por 7 a 0 e, na rodada final, foi derrotado pela Argentina por 4 a 1.
Em campo e fora dele
Em campo, Emmanuel Sanon anotou gols contra Itália e Argentina, tornando-se o único haitiano a marcar em Copas do Mundo até hoje. Seu feito persiste como marco histórico do país no futebol, apesar das derrotas da equipe.
Retorno ao Mundial
Quase meio século depois de sua primeira participação, o Haiti voltou a disputar a Copa do Mundo. Desta vez, o contexto é diferente: não há intervenção direta do regime no cotidiano da seleção, e o país busca reconquistar espaço no futebol internacional.
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