- O Haiti volta à Copa do Mundo pela primeira vez desde 1974 e enfrenta o Brasil nesta sexta-feira, 19 de novembro de 2025, poniendo fim a uma espera de 52 anos.
- Em São Paulo, imigrantes haitianos celebram a classificação e destacam o orgulho de torcer pela seleção do país.
- Fedo Baccourt, haitiano residente há 13 anos e líder da União Social dos Imigrantes Haitianos, afirma que a torcida inicial será pelo Haiti, mesmo com o Brasil tradicionalmente admirado entre os haitianos.
- Mesmo com a esperança da vitória, ele reconhece a diferença técnica, mas diz que a participação já é uma conquista histórica para o Haiti.
- Na cidade, há cerca de 38.070 haitianos cadastrados na rede municipal de saúde até 2025, posição entre os grupos mais atendidos.
Haiti volta à Copa do Mundo após 52 anos e enfrenta o Brasil nesta sexta-feira, dia 19, em jogo que marca o retorno da equipe caribenha ao torneio. Em São Paulo, imigrantes haitianos celebram a classificação com orgulho, conectando a história do país à nova participação no Mundial.
Na capital paulista, a comunidade haitiana é uma das mais expressivas entre imigrantes no Brasil. A expectativa é de apoio à seleção nacional, mesmo diante da tradição de torcer pela seleção brasileira em Copas do Mundo.
Fedo Baccourt, pesquisador da USP e líder da União Social dos Imigrantes Haitianos, afirma que a torcida principal será pelo Haiti. Ele morou em São Paulo por 13 anos e participará do jogo na Missão Paz, ao lado da família.
> A torcida pelo Haiti é considerada prioritária. Mesmo com o Brasil recebendo muitos haitianos, o foco no Haiti é claro quando a equipe entra em campo, segundo Baccourt.
Para o haitiano, a participação histórica já representa uma vitória, independentemente do resultado. Enquanto reconhece a superioridade técnica do Brasil, ele ressalta a importância de ver o Haiti na Copa do Mundo pela primeira vez desde 1974.
A repercussão da classificação haitiana tem sido acompanhada por relatos globais. A agência AP destacou que muitos haitianos que antes torciam pelo Brasil passaram a apoiar o Haiti após a classificação.
Em Porto Príncipe, ruas passaram a exibir camisas da seleção nacional, com torcedores declarando apoio ao Haiti mesmo diante de equipes de alto nível no Mundial.
O pesquisador destaca ainda que a participação do Haiti é um marco histórico, independentemente da vitória. Ele espera que os Grenadiers reconheçam a importância do momento em campo.
Na prática, a diáspora haitiana no Brasil segue entre as maiores comunidades de imigração. Dados de 2024 indicam números consistentes de vistos concedidos, regularizações e inserção no mercado de trabalho, com destaque para o papel do Haiti no contexto migratório brasileiro.
Na cidade de São Paulo, a rede municipal de saúde registra cerca de 38 mil haitianos cadastrados até 2025, posicionando o Haiti entre as nacionalidades mais atendidas na capital.
Entre na conversa da comunidade