- No jogo Canadá x Qatar pela segunda rodada da Copa do Mundo de 2026, o meio-campista canadense Ismael Koné sofreu grave fratura na perna aos cinco minutos do segundo tempo, após entrada de Assim Madibo; o jogador qatari recebeu cartão vermelho direto.
- A lesão de Koné entra para uma lista de momentos marcantes de lesões em Copas, episódios que já influenciaram eliminatórias, jogos e campanhas de seleções.
- 1958 — Robert Jonquet (França): fratura na fíbula na semifinal contra o Brasil; a França, sem substituições, acabou sendo derrotada por cinco a dois.
- 1962 — Pelé (Brasil): problema muscular na segunda partida da fase de grupos o tirou do Mundial; o Brasil contou com Garrincha para conquistar o bicampeonato.
- 1970 — Franz Beckenbauer (Alemanha): luxação no ombro direito na semifinal contra a Itália; jogou com o braço imobilizado, mas a Alemanha foi eliminada.
O duelo entre Canadá e Qatar, pela segunda rodada da Copa do Mundo de 2026, ganhou um momento de desespero aos cinco minutos do segundo tempo. Ismael Koné sofreu uma grave fratura na perna após entrada de Assim Madibo; o árbitro mostrou cartão vermelho direto ao jogador do Qatar. O Canadá, em campo, acompanhou a gravidade do lance.
A torcida reagiu com preocupação e os comissários médicos atuaram rapidamente. Koné deixou o gramado de maca, sob aplausos. O incidente interrompeu o ritmo da partida e contribuiu para o clima tenso na Arena. Ainda não há confirmação de tempo de recuperação.
A história das Copas está repleta de lesões que ficaram marcadas pela gravidade e pelo impacto nas seleções. A seguir, relembre alguns casos que foram determinantes em edições passadas e que moldaram narrativas de torneios.
Casos marcantes em Copas
1958: Robert Jonquet (França). Na semifinal contra o Brasil, o defensor fraturou a fíbula após choque com Vavá. Sem substituições naquela época, a França ficou fragilizada e acabou goleada por 5 a 2.
1962: Pelé (Brasil). Problema muscular tirou o camisa 10 da fase de grupos contra a Tchecoslováquia. A ausência abriu espaço para Garrincha brilhar e o Brasil conquistou o bicampeonato.
1970: Franz Beckenbauer (Alemanha). Na semifinal contra a Itália, o Kaiser luxou o ombro direito. Mesmo com o braço imobilizado, jogou o restante do jogo; a Alemanha perdeu por 4 a 3.
1982: Patrick Battiston (França). Sofreu choque violento com o goleiro Schumacher, ficou inconsciente e teve traumatismo craniano. Perdeu dentes e houve controvérsia sobre o árbitro na ocasião.
1990: Nery Pumpido (Argentina). Quebrou a perna no segundo jogo, em choque com Olarticoechea, após falha defensiva na estreia contra Camarões. A Argentina avançou com outras metas.
1994: Tab Ramos (Estados Unidos). Fraturou a face após cotovelada de Leonardo na oitava de final; necessidade de hospitalização e eliminação dos anfitriões.
1994: Luis Enrique (Espanha). Nariz fraturado por cotovelada de Tassotti na disputa com a Itália; a jogada ficou marcada pela não marcação de pênalti.
2014: Neymar (Brasil). Fratura na vertebra lombar causada por joelhada de Zúñiga tirou o goleador brasileiro da semifinal contra a Alemanha.
2022: Yasser Al-Shahrani (Arábia Saudita). Fraturas na face após choque com o próprio goleiro; cirurgia de emergência após a derrota para a Argentina.
Entre na conversa da comunidade