- A jornalista japonesa Kiyomi Fujiwara acompanha a seleção brasileira desde a Copa do Mundo de 1998, quando começou a cobrir o time e se aproximou do universo da equipe.
- Em 2001, ela se mudou para o Brasil para entender melhor o que a Seleção representa, acompanhando de perto o pentacampeonato em 2002 no Japão.
- Ao longo dos anos, viu o Brasil sofrer com jejum de títulos em Mundiais, com momentos de decepção, mas mantém a crença na força da torcida brasileira.
- Sobre a equipe atual, Fujiwara diz que o Brasil tem potencial para o hexa, mas que a principal dificuldade é tempo de preparação para ajustes a cada jogo sob o comando de Carlo Ancelotti.
- Em relação a Neymar, a jornalista destaca que o jogador continua sendo tema importante no Brasil e no exterior, com expectativa de recuperação gradual e impacto na Copa.
Kiyomi Fujiwara acompanha a Seleção Brasileira há quase 30 anos. Jornalista japonesa, mudou-se para o Brasil em 2001 para entender o que a torcida vê na equipe. Iniciou a cobertura em 1998, na Copa do Mundo da França, quando Zico era coordenador técnico.
Ao longo do tempo, viu o vice em 1998, o pentacampeonato no Japão em 2002 e as campanhas seguintes que mantêm o jejum desde então. A trajetória começou por causa de Zico, ídolo no futebol japonês e motivação para o projeto de Fujiwara.
Trajetória e mudanças no interesse
Ela lembra que o Brasil chegou às finais de 1998 e 2002, quando teve apoio de emissoras para programas especiais. Na época, japoneses conheciam bem a escalação da seleção, facilitando o trabalho da jornalista.
Com o passar dos anos, as decepções também vieram. A popularidade da equipe reduziu entre japoneses, apesar da continuidade do carinho pela seleção brasileira. A reportagem destaca que o futebol ainda é relevante para o brasileiro, mesmo com novas opções de lazer.
Situação atual e preparação para a Copa
Sobre a equipe de Carlo Ancelotti, Fujiwara aponta que a maior dificuldade é o tempo de preparação. Em torneios curtos como a Copa, ajustes diários são decisivos para o desempenho. A jornalista afirma que o Brasil tem potencial para o hexa, desde que haja tempo adequado.
Ela elogia a resposta da equipe diante do Haiti e destaca a importância de evolução entre as partidas. A expectativa permanece alta entre torcedores e telespectadores, mesmo diante de adversários duros na primeira fase.
Neymar e o impacto para o jogo no Japão
Quanto à recuperação de Neymar, a repórter ressalta que o tema segue em foco no Japão, com a dúvida sobre o retorno aos gramados. Mesmo com o retorno, alertas sobre ritmo de jogo aparecem, e números de gols não são garantidos de imediato.
A comparação com Ronaldo e Rivaldo é citada para ilustrar que a Copa do Mundo costuma trazer histórias marcantes. A expectativa é de que Neymar possa contribuir com gols, assistências e liderança, conforme o ritmo de treinamento.
Planos e preferências pessoais
Sobre eventual confronto Brasil x Japão, Fujiwara admite preferência pelo Brasil, mantendo a neutralidade profissional. Ela acredita que o desempenho da seleção japonesa tem mostrado qualidade suficiente, mas o desejo pessoal é pela vitória brasileira.
Para o jogo contra o Haiti, a jornalista aposta em vitória de 2 a 0. Ela sugere que um gol de Endrick poderia aliviar a pressão sobre o jovem atacante e manter o time confiante ao avançar na competição.
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