- Michel Kuka Mboladinga, torcedor símbolo da RD Congo, fica imóvel na arquibancada com o braço direito levantado, na mesma pose da estátua de Patrice Lumumba.
- A atitude ganhou destaque por ter relação com a história e o anticolonialismo do país.
- Ele não conseguiu entrar no isolamento sanitário obrigatório por conta da epidemia de ebola, o que atrasou sua presença na estreia.
- A delegação congolesa ficou em isolamento na Bélgica antes de viajar aos Estados Unidos para a Copa.
- A RD Congo estreou contra Portugal, empate por 1 a 1, e a expectativa é que Lumadinga esteja na arquibancada na partida contra o Uzbequistão.
Michel Kuka Mboladinga, conhecido como Lumumba, tornou-se símbolo de resistência ao acompanhar a estreia da RD Congo na Copa do Mundo. O gesto dele, de ficar imóvel na arquibancada com o braço direito levantado, remete à estátua de Patrice Lumumba.
O motivo por trás da imagem envolve questões políticas e históricas do país, já que Lumumba foi líder na luta pela independência da RD Congo. A homenagem ganhou repercussão mundial durante a última Copa Africana de Nações.
Lumumba foi visto pela última vez nos jogos da Copa do Mundo, mas não pôde entrar na bolha sanitária criada pela equipe. A medida visava evitar a propagação do vírus Ebola, declarada emergência pela OMS.
Lumumba e o contexto da seleção
A epidemia de Ebola provocou restrições e isolamento na Bélgica antes da viagem aos Estados Unidos, onde a Copa havia sido organizada. O torcedor não conseguiu se credenciar a tempo de acompanhar a estreia.
A estreia ocorreu em 17 de junho, com a RD Congo empatando com Portugal. Foi o primeiro compromisso do país no Mundial em 52 anos, trazendo expectativas de continuidade na competição.
A expectativa é de que Lumumba esteja presente na próxima partida, contra o Uzbequistão, conforme a evolução das medidas sanitárias e da logística da delegação.
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