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Camisa 10 do Haiti nasce com mãe em coma e é batizado pelo hospital

Prematuro de seis meses, Bellegarde ganhou o nome no hospital durante o coma da mãe; hoje, uma das esperanças do Haiti na Copa, contra o Brasil

Imagem colorida de jean ricner bellegarde, do Hiati- Metrópoles
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  • Jean-Ricner Bellegarde nasceu prematuro, com seis meses de gestação, enquanto a mãe entrava em coma, e o hospital escolheu o nome do jogador.
  • Anos depois, o meia continua buscando os profissionais de saúde que ajudaram a salvar a mãe e a sua vida.
  • Ele nasceu e foi criado na França, fez a formação no país e defendeu seleções de base francesas, mas em 2025 optou por representar o Haiti.
  • A decisão surgiu para construir algo próprio no futebol internacional; Bellegarde participou de todos os seis jogos das Eliminatórias da Concacaf e garantiu a vaga histórica do Haiti para a Copa do Mundo.
  • O Haiti enfrenta o Brasil na sexta-feira, 19/6, às 21h30 (horário de Brasília), em Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C; a equipe haitiana perdeu da Escócia na estreia, enquanto o Brasil empatou com Marrocos.

Jean-Ricner Bellegarde chega ao duelo contra o Brasil como uma das grandes esperanças do Haiti na Copa do Mundo. Sua história, no entanto, começou com uma batalha de vida e morte ainda antes do primeiro toque de bola.

Prematuro de seis meses, Bellegarde nasceu enquanto a mãe entrava em coma no hospital de Colombes, na França. Sem familiares presentes, os profissionais de saúde escolheram o nome do recém-nascido, que seria mantido pela mãe quando acordasse.

Anos depois, o jogador revelou ter interesse em localizar os médicos que ajudaram a salvar mãe e filho. Hoje, ele carrega esse passado como motivação e orgulho, mantendo a relação com a família por meio da lembrança do nascimento.

Trajetória e decisão pela seleção haitiana

Nascido e formado na França, Bellegarde defendeu as seleções de base francesas antes de optar pelo Haiti em 2025, terra do pai. A escolha visou construir uma trajetória internacional distinta, fora da história da França, segundo ele.

Conquistas nos últimos anos impulsionaram a presença haitiana na Copa. Bellegarde participou de todos os jogos das Eliminatórias da Concacaf, contribuindo para a vaga histórica do Haiti no Mundial, mesmo atuando como mandante longe do território.

Contexto da classificação e expectativa para o jogo

O Haiti disputou a classificação em condições desafiadoras, sem atuar dentro de seu território devido à crise de segurança. Bellegarde ainda não visitou o país em campo, mas reforça o desejo de conhecer a terra da família.

O meia, admirador de Ronaldinho Gaúcho, mantém fortes laços com o futebol brasileiro. Entre haitianos, Brasil e Argentina aparecem entre as seleções estrangeiras favoritas desde a juventude.

Bellegarde iniciou a carreira no Lens, ganhou destaque no Strasbourg e chegou ao Wolverhampton, em 2023. Pela Copa, o Haiti encara o Brasil nesta sexta-feira, às 21h30, em Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C.

Brasil x Haiti ocorre após a derrota do Haiti para a Escócia e empate do Brasil com Marrocos. A partida volta a mobilizar a torcida haitiana e movimenta a conclusão da fase de grupos.

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