- A Copa do Mundo de 2026 exige gramado natural e consistência no quique/rolagem da bola, com 16 estádios em três países de climas diferentes.
- Uma equipe liderada por Alan Ferguson, da Fifa, com especialistas de universidades, usa o dispositivo fLEX para medir como o gramado reage aos movimentos dos jogadores.
- Existem diferentes espécies de grama: Bermudas (clima quente) e grama azul do Kentucky (clima frio); estádios cobertos no norte usam uma mistura de 84% grama azul do Kentucky e 16% azevém; em Miami e Monterrey, opta-se pela Bermudas.
- O gramado para quinze estádios foi cultivado em nove fazendas no Canadá, México e Estados Unidos, com rolos transportados por mais de dois mil quilômetros para o local.
- Uma inovação para 2026 é o plantio de grama sobre plástico, criando tapetes com raízes que permitem instalação mais rápida e resistente, mantido vivo com drenagem, areia, LEDs de cultivo e ventilação.
A busca pelo gramado ideal para a Copa do Mundo de 2026 envolve ciência, tecnologia e logística. A FIFA exige gramado natural em todos os estádios, com padrões de quique, rolagem da bola e sensação de jogo consistentes em todas as arenas.
A missão envolve 16 estádios distribuídos entre Estados Unidos, Canadá e México, com condições climáticas variadas. Metade das praças jogará com gramado artificial permanente sob cobertura, enquanto as demais usarão gramado natural ou misturas específicas. O objetivo é uniformidade.
Sob a coordenação de Alan Ferguson, a FIFA reuniu especialistas para testar várias formulações de grama. John Sorochan, da Universidade do Tennessee, e John Rogers, da Michigan State, lideram o grupo desde 2018. Os estudos avaliam desempenho de campo em diferentes climas.
Para entender as opções, a equipe compara espécies de grama, como Bermuda e Kentucky bluegrass, que respondem de forma distinta a luz, umidade e tráfego de chuteiras. Cada variedade tem altura de corte e resistência distintas.
Foi criado o dispositivo fLEX, que simula o impacto de um pé de jogador e mede energia absorvida pelo gramado. O equipamento permite comparar diferentes misturas com maior fidelidade ao movimento real.
Os testes consideram ainda a resposta da bola a cada tipo de gramado. O Manual de Testes de Gramados da FIFA define rolagem entre 5 e 8 metros e ricochete entre 60 centímetros e 1 metro, em diferentes direções.
Entre os experimentos, a equipe lança bolas a 55 km/h para observar coeficiente de restituição. O objetivo é obter resultados consistentes entre os estádios abertos, como Miami e Monterrey, e os cobertos no norte.
A padronização envolveu produção de gramado em nove fazendas no Canadá, México e EUA, com o estádio da Cidade do México recebendo sementes cultivadas in loco. Viagens de caminhões refrigerados transportaram rolos por mais de 2 mil quilômetros.
Uma inovação de 2026 é o plantio de grama sobre plástico. A técnica permite raízes que crescem entre camada de areia e lona, criando tapete resistente que facilita transporte e instalação sem danos durante a montagem.
Depois de instalado, o gramado recebe manutenção contínua, mesmo com estruturas cobertas. Camadas de areia, drenagem e painéis de LED são usados para manter oxigenação, umidade e condições ideais para as raízes.
O sistema de suporte inclui uma camada de areia, cascalho ou módulos plásticos Permavoid para drenagem bidirecional. Ventilação constante evita fungos, enquanto o monitoramento de tração, umidade e dureza ocorre diariamente.
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