- Todos os 26 jogadores da seleção brasileira tiveram escaneamento corporal ao chegar aos Estados Unidos, para criação de avatares que replicam exatamente cada atleta em menos de trinta segundos.
- Os avatares alimentam o sistema semiautomático de impedimento, com cinquenta registros por segundo, em estádios na Copa realizadas nos Estados Unidos, no México e no Canadá, de forma direta aos árbitros sem passar pelo VAR.
- A bola oficial, a Trionda, traz um chip que facilita o registro do movimento e a definição de jogadas de impedimento, passes precisos e lances decisivos. Também houve uso de câmera de árbitro com visão em primeira pessoa.
- A Copa de 2026 é descrita como a mais tecnológica da história, com avanços desde o Catar e melhoria na estabilidade de movimentos das imagens.
- Especialistas apontam que a tecnologia pode alterar a dinâmica tática, com atacantes buscando posições de impedimento mais próximas da linha, aumentando a precisão e reduzindo o papel do erro humano.
A Copa do Mundo passa a incorporar avanços tecnológicos que são protagonistas dentro de campo. Todos os 26 jogadores da seleção brasileira passaram por escaneamento corporal ao chegarem aos Estados Unidos, gerando avatares digitais exatos de cada atleta. Em menos de 30 segundos, foram criados 29 pontos do esqueleto de cada jogador, para uso em tempo real.
O objetivo é acelerar decisões de impedimento sem depender do VAR, que continua na estrutura da competição, mas com novas ferramentas. Doze câmeras instaladas em cada estádio capturam dados 50 vezes por segundo, permitindo aos árbitros e auxiliares confirmar lances com maior rapidez, baseados em imagens de avatares.
Essa tecnologia está presente em jogos no território americano, além de México e Canadá, como parte de uma experiência inédita no torneio. A evolução implica que as imagens já cheguem ao árbitro sem passar pela central de Dallas, onde o VAR está anteriormente conectado.
Avatares e a bola com chip
Além dos avatares, a bola oficial Trionda incorpora um chip que facilita o rastreamento do movimento, ajudando a identificar o tempo exato de passes e a posição em lances de impedimento, pênaltis duvidosos e gols com linha de fundo duvidosa. O conjunto de sensores oferece dados contínuos durante a partida.
Outra inovação é a câmera de perspectiva portátil para os árbitros, inaugurada no Brasil pelo árbitro Wilton Pereira Sampaio na estreia. A imagem mostra o ponto de vista dos juízes em tempo real, com melhorias de estabilidade que reduziram tremores em cerca de metade.
O conjunto tecnológico teve testes no Mundial de Clubes do ano passado e foi aperfeiçoado desde então. Torcedores acompanham as transmissões com maior clareza, enquanto o quadro técnico entrega informações mais precisas aos profissionais de arbitragem.
Impactos táticos e visão das autoridades
A adoção dessas ferramentas não busca apenas facilitar a vida dos juízes, mas também mudar a leitura do jogo. Atacantes passaram a explorar o limite do impedimento, segundo dados da Fifa. O equilíbrio entre erro humano e confiabilidade tecnológica é um eixo debatido pela entidade.
O secretário-geral da Fifa, Mattias Grafström, afirma que o futebol evoluiu ao adotar tecnologia de forma mais integrada. O desenvolvimento busca tornar decisões mais rápidas e transparentes, mantendo o ritmo da partida.
Para especialistas, a mudança não é apenas técnica, mas cultural. Executivos de tecnologia destacam que a tecnologia deve se tornar quase imperceptível, integrada ao jogo sem interromper o fluxo. A expectativa é de que a precisão aumente e a dúvida reduza ao longo da competição.
Perspectivas para o torneio e o público
A nova fase tecnológica promete acompanhar a audiência com dados em tempo real e imagens de alta fidelidade. A expectativa é de maior consistência nas decisões dentro de campo, com menos discordâncias entre torcedores e autoridades.
A combinação entre avatares, chip na bola e visualização direta por árbitros pode alterar a forma como a partida é entendida pelos fãs. A evolução tecnológica é apresentada como instrumento de transparência e de aproximação entre o esporte e o público.
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