- Ricardo Adé, zagueiro do Haiti, enfrenta a seleção brasileira hoje às 21h30 em Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C, na Copa do Mundo.
- Na juventude, foi enganado por um empresário que o levou à Tailândia; ao chegar lá, o empresário sumiu e ele ficou sem clube e sem dinheiro.
- Durante meses, viveu nas ruas da Tailândia, comendo pão e leite condensado e enfrentando preconceito racial.
- A carreira só começou a decolar aos 27 anos, quando atuou em clubes no Chile, Estados Unidos e Haiti, até chegar à LDU, no Equador, onde é destaque.
- Sob o comando do técnico Tiago Nunes, Adé é visto como jogador importante defensivamente, com estabilidade no jogo aéreo e liderança dentro do elenco.
Ricardo Adé, zagueiro haitiano, figure em evidência nesta Copa ao enfrentar o Brasil nesta segunda rodada do Grupo C, às 21h30 (horário de Brasília), na Filadélfia, EUA. O jogo coloca frente a frente o equilibro entre superação pessoal de Adé e a missão do Brasil no torneio.
A história do jogador é marcada por dificuldades extremas: caiu na mão de um empresário que prometia carreira na Tailândia, ficou sem clube e sem dinheiro ao chegar ao aeroporto de Bangcoc e viveu nas ruas, enfrentando fome e preconceito. O período duro na Tailândia durou meses, antes de seguir o caminho rumo a oportunidades no exterior.
Trajetória no futebol profissional
Depois de passar por Estados Unidos e Haiti, Adé foi descoberto por meio de vídeos que chegaram ao Santiago Morning, no Chile, inicial destino profissional. Competições subsequentes o levaram ao Mushuc Runa e, finalmente, à LDU, onde atua há três anos e se tornou peça-chave.
Na LDU, o defensor haitiano conquistou títulos nacionais e internacionais, inclusive a Sul-Americana de 2023, além de dois títulos equatorianos consecutivos (2023 e 2024) e a Supertaça de 2025. A performance elevou seu status e consolidou sua trajetória.
Comentários de Tiago Nunes
O treinador brasileiro da LDU, Tiago Nunes, descreve Adé como jogador de alto impacto e qualidade defensiva, com o duelo aéreo destacado. Nunes ressalta ainda a personalidade forte e a capacidade de liderança dentro do elenco.
Aos 29 anos, Adé mantém postura resiliente, influenciando companheiros e inspirando pela trajetória de superação. Em suas entrevistas, ele associa a luta do povo haitiano à própria carreira e ao espírito de resistência no esporte.
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