- Fratura grave na tíbia de Ismaël Koné ocorreu na partida entre Canadá e Catar, após entrada de Assim Madibo; o técnico Jesse Marsch disse que foi possível ouvir o osso se partindo.
- O atleta saiu de maca, foi conduzido ao hospital para cirurgia e o Canadá venceu por seis a zero.
- Médicos explicam que houve uso de anestésico inalatório para dor aguda e que a adrenalina pode ter reduzido a percepção da dor; a recuperação envolve imobilização e analgesia.
- O tratamento é geralmente cirúrgico, com hastes intramedulares ou placas; a consolidação leva cerca de três meses, seguidos de treino entre três e seis meses, com retorno ao esporte em cerca de nove meses; cerca de oitenta por cento retornam plenamente, mas vinte por cento não conseguem.
- A caneleira protege, mas não evita esse tipo de lesão quando o impacto é por trás; estudo de 2015 aponta redução de vinte a vinte e cinco por cento nas lesões com o equipamento, reforçando a importância de proteção para atletas e prática de moderação em jogos amadores.
O canadense Ismaël Koné sofreu uma fratura na perna durante a partida contra o Catar, pela Copa do Mundo, nesta quinta-feira no BC Place. A lesão ocorreu no fim do jogo, após uma disputa com Assim Madibo, e o atleta foi encaminhado ao hospital para cirurgia. O Canadá venceu por 6 a 0.
Técnicos e médicos ouviram relatos de que o osso se quebrou durante o lance. Koné saiu de maca, recebeu atendimento no local e foi encaminhado diretamente para a cirurgia. Mesmo com o trauma, o jogador acenou para a torcida ao deixar o gramado.
O episódio gerou curiosidade sobre como atletas lidam com dores intensas em momentos críticos, já que a resposta inicial envolve adrenalina alta, analgesia e, muitas vezes, anestésico inalatório para dor aguda durante eventos traumáticos.
Detalhes da lesão
O ortopedista Helio Okamura explica que o uso de um anestésico inalatório, conhecido como Green Whistle, pode ajudar a reduzir o desconforto durante situações graves. A adrenalina elevada também pode influenciar a percepção da dor de forma temporária. A imobilização adequada da região é essencial para reduzir o desconforto imediato.
Especialistas destacam que a fratura ocorreu na tíbia, osso de sustentação do peso, frequentemente associada à possible lesão da fíbula. A gravidade varia conforme o tipo de trauma e o tempo de afastamento do esporte, com afastamentos superiores a 30 dias considerados graves.
Tratamento e recuperação
O tratamento costuma ser cirúrgico em atletas, com fixação da fratura por hastes intramedulares ou placas. A consolidação leva cerca de três meses, seguida de fisioterapia. A partir de 3 a 6 meses, ocorre o retorno gradual aos treinos, com recuperação total estimada em cerca de nove meses, se a fratura consolidar bem.
Estudos indicam que cerca de 80% dos jogadores com fratura de tíbia voltam ao esporte plenamente; aproximadamente 20% não atingem o mesmo patamar, mesmo após a recuperação. O risco de novas lesões permanece após qualquer lesão.
Proteção e prevenção
Fraturas podem ocorrer por impacto direto ou por estresse devido à sobrecarga. Alimentação rica em cálcio e vitamina D pode ajudar na prevenção de fraturas por estresse, mas o caso de Koné decorreu de um impacto específico. Mesmo com caneleiras obrigatórias, danos graves podem ocorrer quando o choque vem por trás.
O uso de caneleiras reduz, em média, entre 20% e 25% as lesões gerais de perna, segundo pesquisas de 2015. Especialistas sugerem fortalecimento, moderação nas disputas de bola e atenção a lesões em atletas amadores e jovens para reduzir o risco de novas fraturas.
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