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IA em campo: como a FIFA usa inteligência artificial na Copa 2026

IA na Copa 2026 acelera decisões com impedimento semiauto, sensores na bola e estádios inteligentes, elevando precisão e experiência de jogo

Sensores, câmeras e inteligência artificial transformam a Copa do Mundo de 2026 em um dos eventos esportivos mais tecnológicos da história (Imagem gerada por IA/Exame)
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  • A Copa do Mundo de 2026 introduz IA em quase todos os momentos do torneio, desde arbitragem até transmissões, com foco em reduzir erros e acelerar decisões.
  • O sistema de impedimento semiautomático usa até vinte e duas câmeras por estádio e um sensor na bola para determinar a posição dos jogadores e o momento do passe em tempo real.
  • A bola é equipada com sensores que detectam desvios e toques mínimos, ajudando a esclarecer lances de mão, escanteios e últimos toques.
  • Estádios contam com monitoramento ambiental movido a IA para ajustar ventilação e qualidade do ar, visando reduzir efeitos do calor sobre atletas.
  • Coletes inteligentes permitem o acompanhamento biométrico em tempo real, com dados criptografados acessíveis apenas às equipes médicas e técnicas das seleções; a decisão final permanece com o árbitro.

A Copa do Mundo de 2026 incorpora a inteligência artificial de forma ampla, afetando desde a arbitragem até a transmissão. Em campo, sensores, câmeras e IA ajudam a reduzir erros, acelerar decisões e aprimorar a experiência de atletas, árbitros e torcedores.

O sistema de impedimento semiautomático é uma das mudanças mais relevantes. Utiliza até 22 câmeras nos estádios para monitorar 29 pontos do corpo de cada jogador cerca de 50 vezes por segundo. A bola envia dados 500 vezes por segundo para antenas.

Capacidades de processamento permitem identificar o momento exato do passe e a posição dos atletas com precisão milimétrica. A análise, que antes demorava minutos, passa a ocorrer em menos de 15 segundos, acelerando revisões de lance.

A bola passa a funcionar como fonte de dados. O sensor interno registra o chute, desvios e toques na trajetória com alta sensibilidade. Esses dados ajudam a esclarecer lances de mão, escanteios e disputas pelo último toque.

O equipamento de jogo se conecta a sistemas de arbitragem, transmitindo informações contínuas para apoiar as decisões. O futebol, assim, torna-se mais orientado por dados durante toda a competição.

Estádios inteligentes ajudam a enfrentar o calor e as diferenças climáticas entre as cidades-sede. Sensores monitoram temperatura, umidade e circulação do ar em tempo real. IA ajusta ventilação e a distribuição de ar próximo ao gramado.

Medidas de conforto térmico se complementam ao monitoramento ambiental. O objetivo é manter condições estáveis para atletas, reduzindo impactos de altas temperaturas durante o torneio.

Coletes inteligentes permitem o acompanhamento biométrico de jogadores. Dados de alto desempenho são coletados por redes privadas de alta velocidade, com acompanhamento médico em tempo real.

As informações são criptografadas e acessíveis apenas às equipes médicas e técnicas. Dados não ficam expostos em transmissões ou ao público, assegurando confidencialidade.

Replays também evoluíram com IA. Reconstruções tridimensionais permitem gerar imagens a partir de ângulos variados, usando IA e modelagem volumétrica. Transmissões, análises táticas e explicações de decisões se beneficiam.

A tecnologia não substitui o árbitro. Segundo a FIFA, os sistemas funcionam como apoio, processando dados rapidamente e emitindo alertas, enquanto a decisão final continua nas mãos do juiz em campo.

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