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Trocas frequentes de comando técnico podem elevar lesões no futebol

Trocas frequentes de comando técnico elevam lesões musculares; com treinador e preparador físico, aumento pode chegar a 276%, aponta estudo da UEFA

Mudanças frequentes nas comissões técnicas e calendários cada vez mais apertados podem aumentar a sobrecarga física dos atletas, elevando o risco de lesões musculares no futebol
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  • Estudo da UEFA acompanhou 14 clubes da elite europeia por três anos e mostrou que a troca de treinador está associada a um aumento de cerca de 19% nas lesões musculares.
  • Quando a mudança envolve também o preparador físico, esse índice pode chegar a 276%, ressaltando a importância da continuidade nos treinos.
  • O especialista Thiago Batista Muniz explica que a falta de continuidade dificulta o controle das cargas de treino e a comunicação sobre os atletas.
  • O calendário apertado do futebol brasileiro, com jogos a cada três dias, eleva o risco de lesões; atletas com intervalo de até quatro dias entre partidas têm 32% mais lesões do que quem tem seis dias ou mais.
  • Mudanças frequentes sem planejamento podem provocar oscilações de treino, prejudicar a recuperação e, em casos graves, encurtar carreiras.

A pesquisa da UEFA aponta que mudanças frequentes na direção técnica podem estar ligadas ao aumento de lesões musculares no futebol. O estudo acompanhou 14 clubes da elite europeia ao longo de três anos e mostrou que trocar apenas o treinador eleva as lesões em cerca de 19%, enquanto a troca que envolve o preparador físico pode chegar a 276%.

O especialista em Fisioterapia Esportiva Thiago Batista Muniz explicou que a falta de continuidade prejudica o controle de cargas de treinamento e a troca de informações sobre os atletas. Segundo ele, manter equipes estáveis de preparação física e medicina esportiva ajuda a prevenir lesões, já que as mudanças rápidas dificultam o monitoramento de sinais de desgaste.

Além da continuidade, o calendário oferece outro desafio. Jogos em curto intervalo aumentam a demanda física e reduzem o tempo de recuperação. Dados da UEFA indicam que jogadores com intervalo de até quatro dias entre partidas apresentam 32% mais risco de lesões musculares do que quem tem seis dias ou mais para recuperação, conforme Muniz.

O especialista aponta que oscilações de carga, por alterações de planejamento, elevam o risco de sobrecarga e de lesões recorrentes. O efeito se estende a longo prazo, podendo comprometer desempenho e, em casos graves, encurtar carreiras. Em reabilitação clínica, a continuidade de protocolos também é crucial para eficiência do tratamento.

A observação ressalta a importância de planejamento progressivo e de reduzir mudanças sem necessidade, para manter equilíbrio entre estímulo e recuperação. Em ambientes de alto rendimento ou reabilitação, a continuidade facilita a avaliação da evolução e o ajuste de estratégias, segundo Muniz.

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