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Brasil é mais preciso contra o Haiti, mas ainda chuta pouco, aponta análise

Brasil, com maior efetividade, vence Haiti por três a zero; oito chutes, cinco no alvo, precisão de 62,5%, domínio do primeiro tempo e baixo volume ofensivo

Matheus Cunha comemora gol que marcou pela seleção brasileira no jogo contra o Haiti
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  • Brasil venceu o Haiti por 3 a 0 na Copa do Mundo, em jogo marcado por doze impedimentos (oito do Brasil e quatro do Haiti).
  • O time finalizou oito vezes, cinco vezes no alvo, com três gols marcados, o que representa 62,5% de precisão.
  • A seleção manteve o mesmo volume de passes do jogo contra o Marrocos, com 88% de acerto.
  • No primeiro tempo, o Brasil dominou; o Haiti passou a levar perigo no segundo tempo, mas sem converter as oportunidades.
  • Endrick teve gol anulado; Rayan entrou no lugar de Raphinha no primeiro tempo, e Matheus Cunha atuou com atuação mais avançada/construtora.

A seleção brasileira venceu o Haiti por 3 a 0 nesta sexta-feira, em partida válida pela Copa do Mundo. O triunfo veio com maior eficiência ofensiva, mesmo com volume de finalizações baixo. O jogo ocorreu em um contexto de muitos impedimentos, que marcaram o confronto.

Mesmo com apenas oito chutes ao gol, o Brasil acertou cinco e converteu três, resultando em uma precisão de 62,5%. Em comparação, o jogo anterior contra o Marrocos teve 41,7% de finalizações certas, conforme dados preliminares da Opta.

O domínio do Brasil foi evidente no primeiro tempo, quando o Haiti não finalizou. No segundo tempo, os haitianos tentaram mais, com sete finalizações, três no alvo, sem conversion. A partida teve 12 impedimentos, sendo oito do Brasil e quatro do Haiti, além de 28 faltas no total.

Desempenho e mapas de jogo

O Brasil manteve volume de passes próximo aos 88% de acerto, semelhante ao jogo anterior. Os zagueiros Marquinhos e Gabriel Magalhães atuaram mais atrás, enquanto Vinicius Jr. apareceu mais destacado pela esquerda, em mapa de calor com maior concentração perto da área adversária.

O time teve atuação mais defensiva na construção, marcando alto e explorando roubos de bola para compor os gols. Os dois primeiros gols saíram de roubada; o terceiro veio de um lançamento de Paquetá para Vini, aproveitando o espaço deixado pela linha de defesa haitiana.

Matheus Cunha atuou mais solto no ataque, buscando aproximações pelas laterais para construir jogadas com os laterais e Paquetá. Em duelo individual, Cunha apresentou mais desarmes e duelos ganhos que o atacante Vinicius, pela menor participação na etapa inicial.

Rayan, escalado para preencher vaga na ponta direita, entrou ainda no primeiro tempo e teve menos volume de jogo, condizente com o desenvolvimento da partida. O jovem jogador, porém, segue como o mais novo brasileiro a atuar em uma Copa do Mundo desde 1966.

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