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Genética pode influenciar lesões em atletas, segundo estudos

Pesquisas associam variações genéticas a maior dor e lesões em atletas; testes podem orientar prevenção e alongar carreiras

Análises genéticas ajudam na prevenção e personalização de estratégias de treinamento
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  • Estudo com 627 atletas mostrou que 80% já sofreram lesões na carreira, com articulações, músculos e tendões entre os problemas mais comuns.
  • Cerca de 20% apresentaram mais de uma estrutura anatômica comprometida, o que pode impactar ainda mais a carreira.
  • Pesquisas associam variações no DNA, especialmente no gene FAAH, a maior propensão a dor musculoesquelética após o esforço e em regiões já lesionadas.
  • Em 130 jogadores de futebol do estado do Rio de Janeiro, a mesma variante FAAH mostrou aumento do risco de dor e de dor em áreas previamente lesionadas, aproximadamente o dobro.
  • Combinar análise genética com dados clínicos pode indicar estratégias personalizadas de prevenção, treino e recuperação, visando carreiras mais longas e seguras.

O estudo conjunto entre o Laboratório de Pesquisa de Ciências Farmacêuticas da UERJ (Lapesf-Uerj) e o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) analisou 627 atletas profissionais e revelou relação entre genética e lesões esportivas. A pesquisa aponta que 80% dos atletas já sofreram lesões na carreira, envolvendo articulações, músculos e tendões.

Entre as perguntas-chave, o trabalho investiga por que alguns atletas se lesionam com mais frequência. Dados sugerem que fatores genéticos, além de treinamento, ambiente e carregamento físico, influenciam o risco de lesões e de recorrência de estruturas já lesionadas.

O que a genética diz sobre dor e recuperação

Variações em genes ligados ao processo inflamatório, produção de colágeno e reparo tecidual aparecem como fatores de susceptibilidade. Também influências na percepção de dor foram observadas em estudos com atletas de várias modalidades, inclusive futebol.

Em 345 atletas de diferentes esportes, incluindo jogadores de futebol, a variante FAAH rs324420 do gene FAAH foi associada a maior probabilidade de dor musculoesquelética, especialmente em regiões já lesionadas. Resultados se mantiveram em grupo adicional de 130 jogadores do Rio de Janeiro.

Implicações práticas para clubes e atletas

A integração de fatores genéticos com dados clínicos, idade, sexo e carga de treino permite identificar quem tem maior predisposição a dor ou lesões. Assim, podem ser adotadas estratégias de prevenção, treinamento e cuidado sob medida.

A aplicação prática visa ampliar a longevidade das carreiras, reduzir episódios dolorosos e acelerar recuperações. A pesquisa sustenta que o conhecimento do perfil genético funciona como guia preventivo, não como sentença.

Exemplo de impacto no alto rendimento

A análise sugere que, ao personalizar rotinas de treino e recuperação, é possível mitigar vulnerabilidades de cada jogador. A literatura associada aponta que a genética pode influenciar resposta ao esforço, inflamação e reparo tecidual pós atividade física.

Segundo as evidências, o uso de informações genéticas pode potencializar desempenho, com foco em carreiras mais longas, seguras e saudáveis. Em prática, clubes podem adaptar planos para evitar lesões recorrentes.

Considerações finais da pesquisa

Os dados destacam que lesões esportivas não decorrem apenas de treino ou ambiente. A genética surge como componente relevante para entender variações individuais no risco de dor e lesões. A pesquisa reforça a importância de abordagens integradas na preparação de atletas.

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