- Mundial: Bélgica e Irã ficaram no 0 a 0 em Los Angeles, com cartão vermelho para Nathan Ngoy nos 25 minutos finais.
- Destaque do jogo: goleiro iraniano Alireza Beiranvand fez uma defesa acrobática, considerada uma das melhores do torneio até aqui.
- Consequência para Bélgica: com o gol impedido e a expulsão, o time ficou com dez jogadores nos minutos finais e não conseguiu vencer.
- Implicação na tabela: a derrota e o empate mantêm o Irã com chances de avançar, enquanto Bélgica precisa vencer a NZ na sexta-feira e torcer por resultados para terminar em primeiro no Grupo G.
- Rumo aos próximos passos: para os EUA, a vaga de oitavas passa por terminar em primeiro ou chegar entre as melhores terceiros; a Bélgica, mesmo com chances de liderança, não parecia ameaçá-la de forma consistente.
Belgium ficou no 0 a 0 com o Irã neste domingo, no SoFi Stadium, em Los Angeles. O jogo teve cartão vermelho, defesa iraniana firme e uma das defesas mais marcantes deste Mundial 2026, em meio a uma festa com torcedores iranianos, longe de tensões políticas.
Os belgas mostraram dificuldade para furar o bloqueio defensivo iraniano e sofreram a expulsão de Nathan Ngoy aos 65 minutos, após impedir uma clara chance de gol. A equipe de Roberto Martínez não aproveitou as melhores oportunidades e encerrou a partida com 10 homens.
Desdobramentos e contexto do grupo
A igualdade deixou o Group G com muitas possibilidades, pois Egito ou Nova Zelândia podem avançar com vitória. A Bélgica precisa vencer a próxima rodada contra a Nova Zelândia e depender de resultados para confirmar a liderança no grupo.
Segundo projeções de analistas, a Bélgica segue com alta probabilidade de vaga, mas com menor de chance de terminar na primeira posição. O Irã, por sua vez, ampliou as chances de duelo nas oitavas, passando a depender de seus próximos resultados.
Desempenho da Bélgica e a ausência de Doku
Sem Jérémy Doku, que ficou fora por doença, a Bélgica teve atuação menos fluidificada no ataque. Romelu Lukaku iniciou como titular, com pouca participação efetiva, e foi substituído aos 73 minutos por Arthur Theate. A dupla de meio-campo manteve o ritmo, porém sem incisividade.
O ataque belga encontrou dificuldades para furar a defesa iraniana em linha de cinco defensores, mantendo maior posse, mas com pouca efetividade na finalização. A atuação gerou críticas sobre a capacidade de ataque sem o desequilíbrio que Doku costuma produzir.
Irã permanece competitivo em meio a obstáculos
O Irã, classificado em 22º no ranking da FIFA, manteve a disciplina tática com uma formação 5-4-1 que funcionou bem contra a Bélgica. A equipe teve menor posse de bola (aproximadamente 22%) mas opções de contra-ataque eficientes e momentos de pressão bem aproveitados.
Desafios logísticos e políticos nos bastidores marcaram a participação iraniana neste Mundial, incluindo vistos negados e dificuldades de autorização para membros da comissão. Apesar disso, o time tem mostrado coesão e foco no aspecto esportivo.
Momentos-chave da partida
No início da segunda etapa, Belgium avançou com ataque constante, criando chances. Um lance central ocorreu aos 60 minutos, quando Beiranvand realizou uma defesa espetacular em cabeceio de De Cuyper após assistência de De Bruyne.
Pouco depois, Ngoy foi expulso, o que mudou o ritmo da partida. A Bélgica passou a jogar com um jogador a menos, dificultando ainda mais a busca pelo gol. A intervenção do camisa 1 iraniano foi decisiva para manter o zero no placar.
Olhar para os próximos confrontos
A Bélgica volta a campo na sexta-feira para enfrentar a Nova Zelândia, buscando a primeira posição no grupo com apoio de outros resultados. O Irã encara o próximo compromisso com a expectativa de manter a consistência defensiva e explorar contra-ataques.
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