- Ismael Koné deixou a Copa do Mundo de 2026 com uma fratura na perna, entre outras lesões graves registradas ao longo de Mundiais.
- Franz Beckenbauer deslocou o ombro na semifinal de 1970, entre Itália e Alemanha, e jogou mesmo assim.
- Patrick Battiston sofreu traumatismo craniano na semifinal França x Alemanha de 1982 e precisou ser levado ao hospital.
- Neymar teve fratura na vértebra lombar durante a Copa de 2014 e ficou fora do torneio.
- Nery Pumpido, goleiro da Argentina, quebrou a perna em 1990 e foi substituído; a Argentina terminou como vice‑campeã.
Ismael Koné deixou a Copa do Mundo de 2026 com a perna fraturada, marcando mais um capítulo na lista de lesões graves em Mundiais. A imagem de Koné já circula em veículos de imprensa, reforçando a tradição de incidentes que acompanham as edições desde o início do torneio. O ocorrido amplia o diálogo sobre riscos, segurança de jogadores e impactos nas equipes.
A relação de lesões históricas em Copas do Mundo envolve jogadores de várias gerações. Entre elas estão casos de Pelé, que sofreu contusões em 1962 e 1966, e de Franz Beckenbauer, que disputou uma semifinal com ombro deslocado em 1970. Também aparecem incidentes de Patrick Battiston, Nery Pumpido e Tab Ramos, com desfechos relevantes para as seleções envolvidas. A seleção brasileira figura repetidamente nesses registros.
Lesões marcantes por edição e jogador
A Copa de 1958, no Brasil, trouxe a fratura de Robert Jonquet, capitão da França, na semifinal contra o Brasil. Na ocasião, Jonquet jogou mesmo com a lesão, já que não havia substituições. O Brasil venceu por 5 a 2 e avançou à final. A imagem da época ficou associada à dedicação dos atletas.
Pelé protagonizou quedas em 1962 e 1966. Em 1962, ele lesionou o músculo adutor da coxa esquerda e permaneceu fora do restante do torneio. Quatro anos depois, ficou contundido durante a fase de grupos, contribuindo para a eliminação brasileira. As lesões foram registradas como parte de campanhas vitoriosas do Brasil.
Franz Beckenbauer, em 1970, deslocou o ombro durante a semifinal Itália x Alemanha. Mesmo com a imobilização, ele continuou em campo até o fim da partida. A Itália venceu por 4 a 3 no agregado com prorrogação. O episódio ficou marcado pela resistência do capitão alemão.
Patrick Battiston sofreu traumatismo craniano na semifinal de 1982, durante o choque com o goleiro Harald Schumacher. O zagueiro francês perdeu dentes e foi levado ao hospital. A França foi eliminada nos pênaltis, após 3 a 3 no agregado.
Nery Pumpido, em 1990, fraturou a perna em partida contra a União Soviética. O goleiro argentino foi substituído, abrindo espaço para Sergio Goycochea. A Argentina chegou à final, terminando como vice-campeã.
Tab Ramos, em 1994, teve a partida contra o Brasil interrompida após uma cotovelada de Leonardo. Ramos deixou o jogo, foi hospitalizado e não voltou. O Brasil venceu por 1 a 0 e participou da campanha que levou à conquista do título.
Luis Enrique, da Espanha, também em 1994, sofreu fratura no nariz após cotovelada de Mauro Tassotti. O lance gerou suspensão de Tassotti pela FIFA, influenciando o desenrolar do duelo entre as duas seleções.
Casos recentes
Em 2014, Neymar ficou afastado da Copa do Mundo após fratura na vértebra, provocada por encontrão de Camilo Zuñiga nas quartas de final. A lesão tirou o camisa 10 de outra disputa de alto nível e influenciou o desempenho do Brasil naquela edição.
A Copa de 2022 registrou forte impacto com Yasser Al-Shahrani, da Arábia Saudita. Durante o confronto com a Argentina, o jogador sofreu fraturas no rosto após choque com o goleiro Mohammed Al-Owais, necessitando cirurgia. A Arábia Saudita venceu a partida por 2 a 1; a Argentina sagrou-se campeã.
Conforme a coletânea, as lesões graves em Copas do Mundo são parte de dramas esportivos que afetam equipes, torcidas e estratégias. As partidas continuam a revelar, em campo, histórias de superação e risco para os atletas.
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