- Gianni Infantino utiliza jato particular para deslocamentos durante a Copa do Mundo de 2026, percorrendo grandes distâncias entre cidades da América do Norte e México.
- A Copa de 2026 terá 48 seleções e 104 partidas, o que aumenta a dependência do transporte aéreo e a pegada de carbono do torneio.
- Estimativas da Greenly indicam que uma hora de voo particular pode emitir quase a mesma CO₂ de um ano inteiro por pessoa; somando as viagens previstas, a emissão pode chegar a 300 a 500 toneladas de CO₂ apenas pelo avião de Infantino.
- A FIFA afirma que as viagens são escolhidas por eficiência e custo, e que a organização cobre os custos; especialistas dizem que o modelo depende fortemente do transporte aéreo e pode perpetuar impactos ambientais.
- O texto aponta que esse padrão tende a se repetir na Copa feminina no Brasil e no centenário da Copa de 2030, com debates sobre opções de deslocamento e ampliação de equipes.
Gianni Infantino, presidente da FIFA, tem usado jatos particulares para percorrer longas distâncias entre cidades-sede da Copa do Mundo de 2026, realizada pela primeira vez entre EUA, Canadá e México. A circulação envolve cidades como Cidade do México, Guadalajara, Los Angeles, San Francisco e Vancouver, entre outras, elevando a discussão sobre transportes e emissões.
A Copa 2026 ampliou o número de jogos de 64 para 104, o que aumenta a necessidade de deslocamentos entre estádios dispersos pelo continente. Entidades ambientais destacam que voos privados, em especial pela presença constante de dirigentes, aumentam consideravelmente a pegada de carbono do torneio.
A FIFA afirma que viagens são escolhidas com base em eficácia e custo, e que a organização cobre os custos. Críticos, no entanto, apontam que o modelo atual depende fortemente do transporte aéreo e não representa maior consciência climática, segundo especialistas ou organizações ambientais.
Debate ambiental e impactos
Analistas ressaltam que a configuração geográfica da competição favorece deslocamentos aéreos frequentes, contribuindo para altas emissões. Estudos independentes estimam que se o dirigente percorrer várias cidades diariamente até as fases finais, a população de CO₂ associada pode alcançar centenas de toneladas apenas com o avião.
Organizações ambientais destacam a discrepância entre o discurso de sustentabilidade e a prática de viagens em jatos privados. Observadores lembram que futuras edições, como a Copa Feminina de 2027 no Brasil e a de 2030 na África, podem ampliar esse padrão, caso não haja mudanças na logística de transporte.
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