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Protestos e bandeira marcam chegada do Irã ao 2º jogo da Copa

Chegada do Irã à Copa é marcada por bandeira pré-revolução e tensões; manifestantes criticam restrições da FIFA, levantando debate sobre liberdade de expressão no estádio

Irmãos usam bandeira usada antes da revolução de 1979, que não foi autorizada a ser usada pela fifa e pelo regime iraniano
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  • Durante a chegada ao segundo jogo do Irã na Copa, no SoFi Stadium, em Los Angeles, iranianos exibiram a bandeira pré-revolução e cartazes contra a Fifa.
  • Ladan Rostern, 53 anos, disse que não entraria no estádio para não apoiar um governo que reprime o Irã.
  • Enquanto manifestantes com a bandeira antiga se chocavam com torcedores que vestiam a camisa oficial da seleção com a bandeira pós-revolução.
  • Dois irmãos relataram ter tido a bandeira confiscada pela Fifa na estreia e disseram que planejam exibi-la novamente, mesmo que seja à revelia das regras.
  • Amigos americanos e observadores acompanharam a mistura entre futebol e política, com diferentes visões sobre as restrições e a expressão no estádio.

Na chegada ao segundo jogo do Irã na Copa do Mundo, contra a Bélgica, no SoFi Stadium, em Los Angeles, iranianos exibiram a bandeira pré-revolucionária de 1979 e levaram cartazes com mensagens sobre a FIFA e liberdade de expressão. O encontro ocorreu neste domingo, 21, em meio a protestos que acompanharam o evento esportivo.

Dezenas de torcedores permaneceram próximos aos portões com a bandeira antiga, enquanto outros apostaram na camiseta oficial da seleção, que traz a bandeira adotada após a Revolução Islâmica. Em alguns momentos, houve confrontos entre manifestantes e torcedores com símbolos oficiais.

Entre os presentes, Ladan Rostern, 53 anos, disse não ter intenção de entrar no estádio para não apoiar o governo iraniano. Segundo ela, a situação envolve restrições a símbolos e a necessidade de spaces de expressão, criticando a FIFA pela posição adotada.

Outro grupo próximo ao veículo de entrada exibiu a camisa com a bandeira recente e houve relatos de distensão entre quem protestava e quem defendia a força de trabalho da seleção, segundo relatos no local.

Dois irmãos que preferem não ser identificados afirmaram que protestar contra o regime não impede apoiar a seleção. Eles destacaram que atletas não devem ser confundidos com autoridades e que alguns jogadores teriam enfrentado pressões políticas.

Um deles relatou ter tido a bandeira confiscada pela organização na estreia do Irã no torneio, e disse que pretendia exibir o símbolo novamente, de forma discreta, ao enfrentar a Bélgica.

A mobilização atraiu também torcedores sem vínculos diretos com o Irã. A americana Melanie Rosenthel, de 38 anos, destacou a importância do momento, observando que o esporte e a política convivem no entorno do estádio, o que, para ela, amplia a experiência esportiva.

Fonte: Folha Press

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