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Time americano expõe contradições da política do governo Trump

Balogun, centroavante dos EUA, nasceu em Nova York; imagem do Departamento de Segurança Interna contrasta com a política de cidadania defendida por Trump

Folarin Balogun celebra gol dos EUA contra a Austrália na Copa
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  • O Departamento de Segurança Interna dos EUA usou imagens da seleção dos EUA em posts nas redes sociais, incluindo uma com o lema “Defenda a pátria – uma nação, uma pátria, um time”.
  • Uma publicação com a frase “Construam o Muro” foi apagada; 11 dos 26 atletas têm raízes fora do país, refletem a presença de imigrantes na equipe.
  • Balogun nasceu em Nova York; a mãe é nigeriana. Trump propôs em 2025 ordem executiva que dificultaria a cidadania de jogadores como ele, e o tema segue em julgamento na Suprema Corte.
  • Entre os atletas, seis nasceram fora dos EUA (Sergiño Dest, Antonee Robinson, Tillman, Rio Reyna, Berhalter e Zendejas); outros cinco nasceram nos EUA de pais ou ascendentes estrangeiros (Weah, Pepe, Pulisic, Wright, Florian Balogun).
  • A utilização da imagem de Balogun para promover políticas anti-imigração gerou críticas de democratas, com o deputado Ted Lieu questionando a cidadania do jogador.

O Departamento de Segurança Interna dos EUA tem utilizado imagens do elenco da seleção de futebol dos EUA em publicações oficiais nas redes sociais. Em uma postagem, o texto dizia Defenda a pátria – uma nação, uma pátria, um time. Em outra, havia a frase Construam o Muro, que remete à proposta de divisão de fronteira.

A escolha gerou controvérsia porque a equipe é formada majoritariamente por imigrantes ou filhos de imigrantes. Entre 26 atletas, 11 possuem raízes recentes fora do país e 6 nasceram fora dos EUA.

Entre os jogadores nascidos fora, estão Sergiño Dest (Holanda), Antonee Robinson (Inglaterra), Tillman (Alemanha), Rio Reyna (Inglaterra), Berhalter (Inglaterra) e Zendejas (México). Todos são filhos de cidadãos norte-americanos.

Outros atletas nasceram nos EUA, mas com ascendência estrangeira. São eles Tim Weah, Ricardo Pepe, Pulisic, Haji Wright e Florian Balogun, todos ligados a famílias internacionalmente orientadas.

O caso de Balogun é apontado como o principal conflito com a proposta do governo de limitar a cidadania por nascimento. Balogun nasceu em Nova York, durante uma passagem temporária de seus pais pelo país; mãe nigeriana é a origem dele.

O presidente Donald Trump assinou em janeiro de 2025 uma ordem executiva que poderia barrar a cidadania por nascimento para casos semelhantes. A medida é alvo de processo e será debatida no Supremo Tribunal em 2026.

Controvérsia e repercussão

A publicação do DHS recebeu críticas de políticos da oposição. O deputado Ted Lieu questionou publicamente se Balogun de fato não é cidadão americano por direito de nascimento.

Apesar da controvérsia, o governo manteve o uso de Balogun em anúncios. Ele figura na imagem associada à propaganda anti-imigração, vinculando o jogador à defesa da construção de muros.

A reportagem apura que a seleção tem atuação marcante em eventos de alto rendimento, como a Copa do Mundo, onde Balogun é titular. A quem interessa a leitura de cidadania, a disputa permanece jurídica e política.

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