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CBF notifica 4 empresas por suposta prática de emboscada no marketing

CBF notifica quatro empresas por suposta emboscada de marketing para proteger patrocinadores durante a Copa do Mundo

Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira, em coletiva
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  • A Confederação Brasileira de Futebol notificou extrajudicialmente quatro empresas — 99, BYD, Bradesco e Nubank — por supostas campanhas de marketing de emboscada ligadas à Copa do Mundo e à seleção brasileira.
  • As notificações têm o objetivo de proteger os direitos dos patrocinadores oficiais da CBF, que atualmente incluem iFood, Volkswagen e Itaú.
  • O Nubank afirmou não ter recebido nenhuma notificação; Bradesco não comentou o caso; 99 e BYD não responderam até o fechamento desta matéria; a CBF também não se manifestou publicamente.
  • O marketing de emboscada busca associar uma marca ao evento sem autorização, explorando símbolos ou contextos do torneio para obter visibilidade sem custear patrocínio.
  • Após a notificação, campanhas podem ser removidas das redes sociais ou sujeitas a multas, conforme o Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária.

A CBF notificou extrajudicialmente quatro empresas por supostas campanhas de marketing de emboscada associadas à seleção brasileira e à Copa do Mundo. As notificações visam coibir ações não autorizadas que tirem proveito do evento.

Segundo apuração do UOL, as empresas envolvidas são 99, BYD, Bradesco e Nubank. A prática é monitorada pela CBF para proteger os direitos de seus patrocinadores oficiais, evitando associações não autorizadas.

A CBF atua para resguardar acordos com patrocinadores oficiais. Neste contexto, a confederação mantém contratos com iFood, Volkswagen e Itaú, que concorrem com algumas das marcas notificadas.

O que dizem as empresas

O Nubank afirmou não ter recebido qualquer notificação. O Bradesco informou que não comentaria o caso. A 99 e a BYD não responderam até o fechamento desta matéria. A CBF não se manifestou publicamente.

O que é marketing de emboscada

Esta prática busca associar uma marca a um evento sem autorização, para ganhar visibilidade e benefícios de imagem sem pagar pelos patrocínios oficiais. Campanhas costumam usar referências indiretas ligadas à Copa e à seleção.

Especialista explica que o objetivo é capturar a atenção do público sem desembolsar grandes verbas. A análise de risco entre marketing e jurídico é essencial para não violar regras.

A ferramenta de inteligência artificial é citada como aliada de patrocinadores e organizadores de eventos para monitorar campanhas. A FIFA já utiliza esse recurso na Copa de 2026 para proteger direitos de marca.

Copa do Mundo e o histórico de emboscadas

A história de emboscadas em Copas é antiga, pois o alto custo do torneio leva marcas a buscar ligações não autorizadas. Em 2010, uma campanha envolvendo Bavária ganhou destaque durante a Copa da África do Sul.

Um caso recente envolve Adidas e Nike. A Nike é fornecedora oficial da seleção, impedindo associações com a imagem da equipe. A Adidas lançou uma camisa com referência ao Pan-Americano de 1987, tentando manter criatividade sem violar regras.

A reportagem destaca que marcas criativas costumam gerar debate público, mas a CBF busca proteger seus direitos de patrocínio. (Imagem: Adidas lança camisa com referência histórica)

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