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Japão divulga lista de convocados para a seleção

Moriyasu transforma o Japão em equipe competitiva, com trio de zagueiros e sistema que amplia ofensiva, pronto para enfrentar seleções de elite

O empate por 2 x 2 diante da Holanda na estreia, a vitória por 4 x 0 sobre a Tunísia reforçaram uma tendência consolidada -
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  • Hajime Moriyasu comanda a seleção japonesa desde 2018, após percorrer a estrutura da federação e do futebol de base.
  • O Japão trabalha com três zagueiros (sistema 3-4-2-1 ou 3-4-3), que amplia a saída de bola e cria superioridade pelos lados.
  • Com a posse, a equipe pode se transformar em 3-2-5; sem a bola, atua com pressão coordenada, compactação vertical e recuperação rápida.
  • A geração atual foi moldada em centros europeus, com a Bundesliga como rota de desenvolvimento para o futebol japonês.
  • Em jogos recentes, o Japão empatou 2 a 2 com a Holanda e venceu a Tunísia por 4 a 0, tornando-se candidato a enfrentar o Brasil nos 16 avos.

O Japão evoluiu para além de um time em construção. Sob Hajime Moriyasu, a seleção está mais tática, física e competitiva. Na Copa do Mundo de 2026, o grupo atua com base europeia e pode cruzar com o Brasil nos 16 avos.

A equipe japonesa passou a enfrentar campeões mundiais sem demonstrar reverência. O time, treinado por Moriyasu há sete anos e meio, exibiu regularidade e continuidade em fases decisivas.

Perfil do treinador

Moriyasu, aos 57 anos, foi volante da seleção japonesa e participou da geração que viu nascer a J-League em 1993. Antes do comando principal, passou por todas as etapas da federação e do futebol de base.

Marco histórico

Em 1993 ele jogou na Eliminatória para a Copa de 1994, vivendo a famosa Agônia de Doha. O empate do Iraque diante do Japão ficou marcado como trauma coletivo que hoje contrasta com a maturidade atual.

Estilo e formação

A estabilidade de Moriyasu é reconhecida entre os técnicos da Copa, com 7 anos e 10 meses no comando. O Japão costuma atuar com três zagueiros, alternando 3-4-2-1 e 3-4-3, buscando expansão ofensiva e superioridade nos corredores.

Com posse de bola, o time vira um 3-2-5, aproximando-se das tendências do futebol de clubes europeu. Sem a bola, a resposta é pressão coordenada e recuperação rápida em zonas altas.

Fonte de talento

A geração japonesa atual foi moldada em centros europeus, especialmente na Bundesliga, que abriu portas para adaptação a intensidade, físico e transições rápidas. Isso sustenta o desempenho da equipe em palco mundial.

Impacto estratégico

O Japão não entra mais em jogos contra seleções de elite com postura de teste. O time atua com plano claro, organização e convicção, refletindo uma transformação estrutural do futebol japonês.

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