- O ex-jogador sérvio Rade Bogdanovic, hoje comentarista, disse em programa da televisão pública RTS que “jogadores negros não têm concentração para durar mais de 60 a 80 minutos” durante o jogo Bélgica x Irã, pela Copa do Mundo.
- A observação foi feita aos 66 minutos, ao comentar o cartão vermelho mostrado ao zagueiro belga Nathan Ngoy.
- Bogdanovic repetiu que “não é racista”, mas manteve que “a maioria” dos jogadores mencionados não tem concentração suficiente.
- A RTS não se manifestou nem pediu desculpas publicamente; no dia seguinte, ele já estava de volta ao estúdio como analista do jogo Argentina x Áustria.
- Bélgica e Irã empataram em zero a zero no Grupo G, mantendo Irã em segundo e Bélgica em terceiro na tabela de classificação.
Rade Bogdanovic, ex-jogador sérvio e hoje comentarista, gerou controvérsia em uma transmissão da TV pública RTS ao emitir uma afirmação sobre a concentração de jogadores pretos durante a partida entre Bélgica e Irã pela Copa do Mundo.
A declaração foi feita em um programa de análise de eventos da competição, quando o comentarista discutia o cartão vermelho mostrado ao defensor belga Nathan Ngoy aos 66 minutos. O comentário gerou ampla repercussão online, com críticas a respeito de seu tom discriminatório.
Bogdanovic, 56 anos, manteve a posição ao ser questionado pelo apresentador, reiterando que a percepção se aplica a maioria dos jogadores, embora tenha afirmado não ter intenções racistas. Em seguida, o debate seguiu com o tema da partida, sem retratação formal.
Até o momento, a RTS não publicou uma nota oficial sobre o caso nem pediu desculpas publicamente. No dia seguinte, Bogdanovic retornou ao estúdio como analista para o jogo Argentina x Áustria, programado pela mesma emissora.
Sobre o duelo, Bélgica e Irã empataram em 0 a 0 no Grupo G, em Los Angeles, resultado que manteve Irã em segundo lugar e Bélgica em terceiro, conforme a classificação até aquele momento.
O episódio ocorreu em meio a uma cobertura ampla da Copa do Mundo, com debates sobre desempenho de equipes e eventos disciplinares, enquanto a discussão sobre responsabilidade e impacto de comentários em TV permanece em aberto.
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