- Mauricio Pochettino criou o lema “Why not U.S.” para inspirar a seleção masculina a acreditar que sonhos difíceis podem acontecer.
- A equipe já mostrou força no Mundial, com vitória por 4 a 1 sobre o Paraguai e 2 a 0 sobre a Austrália, fortalecendo a confiança no grupo.
- O treinador admite que o rebuild após a Copa América de 2024 foi mais complexo do que esperava, exigindo mudanças de hábitos e competição interna.
- Em 2025, a Gold Cup foi um ponto de virada, com surpresas no elenco e a eventual consolidação da ideia de que o time pode ir longe, mesmo com ausências-chave.
- A partir da liderança no Grupo D, o USMNT encara a Turquia no dia 25 de junho, às 22h, e o vencedor seguirá ao mata-mata em San Francisco no dia 1º de julho.
Mauricio Pochettino transformou o ambiente da seleção masculina dos Estados Unidos, buscando manter a crença de que tudo é possível. Em Dana Point, Califórnia, ele mantém mensagens na parede e um ritual com uma tigela de limões para simbolizar energia e foco durante a preparação para o Mundial de 2026.
A ordem mental que ele tenta consolidar ficou evidente com o time já vitorioso em partidas da fase de grupos do torneio, incluindo a goleada de 4 a 1 sobre Paraguai e o triunfo de 2 a 0 sobre a Austrália. A ideia central é transformar sonhos considerados impossíveis em metas alcançáveis.
Pochettino relatou que, como jogador, chegou a noites ruins de sono antes de jogos, mas hoje dorme bem por confiar na entrega dos atletas e na energia do grupo. Ele descreveu um ambiente de tranquilidade e convicção entre elenco e comissão técnica.
Reconstrução e foco
Ao chegar em 2024, o argentino encontrou o programa em necessidade de mudança após eliminação precoce na Copa América em casa. Reconhece que a tarefa, maior do que imaginava, exigiu paciência para desfazer velhos hábitos e criar novos padrões.
O treinador precisou criar competição interna e evitar qualquer sensação de segurança de vaga. Em um formato sem encontros diários, contou com períodos sem interação com os jogadores, o que exigiu continuidade de planejamento institucional e ajustes de rotina.
Pochettino admite que a situação foi mais complexa do que esperava, pois houve um choque inicial ao chegar ao grupo e perceber que o entusiasmo não se repetia entre todos. O objetivo foi alinhar ambições com uma realidade esportiva mais sólida.
O técnico aponta que a derrota na Nations League em março de 2025 serviu como marco de reconhecimento de onde o grupo estava e do que precisava ser alterado para chegar bem ao Mundial.
No Gold Cup de 2025, mesmo com a ausência de Christian Pulisic, a equipe mostrou novas peças e chegou à final, fortalecendo a crença na renovação do elenco. O aprendizado ficou registrado para o ano seguinte.
Engajamento e próximos passos
Pochettino destacou o apoio da torcida em cidades como Charlotte, Chicago, Los Angeles e Seattle, reforçando a relação entre público e seleção. O treinador citou experiências difíceis em partidas anteriores para justificar o impulso de transformar o ambiente de atuação.
Com a liderança consolidada, o United States assegurou a primeira colocação no Grupo D do Mundial. A equipe encara o último jogo da fase de grupos contra a Turquia, em 25 de junho, às 22h (horário de Brasília), e já tem o duelo de oitavas marcado para San Francisco, no dia 1º de julho, contra provável adversário na faixa de Bosnia e Herzegovina ou Qatar.
Pochettino mantém o foco nos próximos passos: preparar a equipe para as fases eliminatórias com concentração total, sem se deixar consumir pela pressão do momento, buscando manter o desempenho em cada ação de jogo.
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