- Anotadores registram na mão até 3.000 ações por partida (passes, desarmes, finalizações) para gerar dados usados para treinar sistemas de IA.
- O material alimenta modelos preditivos usados por seleções, clubes, emissoras, videogames e o mercado de apostas.
- A maior parte dos anotadores atua em Quênia, Venezuela, Filipinas e Brasil; eles costumam receber por jogo registrado e passam de três a quatro horas catalogando cada ação.
- O trabalho virou renda extra para atletas de ligas menores e permite enxergar detalhes táticos de forma diferente.
- Na Copa de 2026, há bola com sensor, rastreamento em tempo real e IA em decisões como impedimento; há assistentes de IA para cada uma das 48 seleções, além de grandes volumes de dados para treinos e partidas.
- Ainda depende de dados preparados por humanos para funcionamento, com aumento de demanda após a competição e uso em arbitragens assistidas, avatares e ferramentas analíticas.
Estatísticas em tempo real, análise de dados e grande uso de inteligência artificial marcam a Copa do Mundo deste ano. No entanto, todo esse avanço depende de milhares de anotadores humanos que registram lances jogo a jogo de forma manual, incluindo os próprios jogadores.
Profissionais anotam na mão até 3.000 ações por partida, como passes, desarmes e finalizações. O processo transforma partidas em dados estruturados usados para treinar sistemas de IA. Esses modelos alimentam decisões em seleções, clubes, emissoras, jogos digitais e apostas.
A maior parte dos anotadores atua em países como Quênia, Venezuela, Filipinas e Brasil, aponta o site Rest Of World. Entre eles estão jogadores ou especialistas com profundo conhecimento esportivo, remunerados por jogo registrado e que dedicam horas por partida para catalogar cada ação.
Esse trabalho também tornou-se fonte de renda extra para atletas de ligas menores. Um jogador filipino afirmou ao portal que a atividade ajuda a perceber o futebol com mais detalhes táticos, incluindo movimentações que passam despercebidas por muitos.
IA e dados na prática
Na Copa do Mundo de 2026, bolas com sensor, rastreamento em tempo real e IA ajudam em decisões como o impedimento. A Fifa passou a usar um assistente de IA para cada uma das 48 seleções, com sistemas que processam grandes volumes de informações em tempo real.
Mesmo com toda a inovação, o desempenho da IA depende de dados fornecidos por humanos. Além da infraestrutura, que fica em grandes centros financeiros, permanece evidente a necessidade de redes de trabalho nas periferias globais para sustentar as operações.
A demanda por serviços de anotação tende a crescer após a Copa. Ferramentas como arbitragem assistida, avatares digitais de jogadores e análises avançadas dependem de modelos treinados com grandes volumes de dados humanos.
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