- A Fifa cassou a credencial do comentarista paraguaio Jorge “Chipi” Vera após ele ofender árbitros e dirigentes durante a transmissão do jogo Paraguai x Turquia, no sábado anterior, afastando-o da cobertura da Copa do Mundo.
- A punição aconteceu após a expulsão de Miguel Almirón na mesma partida, em meio à aplicação pela primeira vez da chamada “Lei Vini Jr.” nas Copas, que determina cartão vermelho para ofensas a árbitros.
- A Fifa justificou a medida por ataques pessoais repetidos e comentários depreciativos dirigidos aos seus oficiais.
- Vera pediu desculpas por meio de um vídeo no Instagram, reconhecendo o erro e dizendo que questionar regulamentos não justifica perder o controle.
- Reações no Paraguai foram de críticas à decisão: a ABC classificou como extrema e desproporcional, o Sindicato dos Jornalistas Paraguaios chamou de censura e o Círculo de Jornalistas Desportivos pediu revisão.
O comentarista paraguaio Jorge Vera, conhecido como Chipi Vera, teve a credencial cassada pela Fifa na terça-feira (23 jun 2026). A punição ocorre após a transmissão ao vivo do jogo entre Paraguai e Turquia, no sábado anterior (20 jun), em que ele proferiu ataques contra árbitros e dirigentes da entidade.
A Fifa afirma que a decisão foi tomada por ataques pessoais repetidos e comentários depreciativos dirigidos aos oficiais. Vera havia contado com a expulsão de Miguel Almirón, em uma aplicação da chamada Lei Vini Jr., a primeira sobre esse tema em Copas do Mundo.
O episódio levou Vera a pedir desculpas publicamente, em vídeo publicado no Instagram, reconhecendo o erro e afirmando que questionar regras ou discordar de decisões não justifica perder o controle. A emissora ABC, onde o comentarista atua, confirmou o afastamento.
Reação no Paraguai
Veículos de imprensa e entidades paraguaias criticaram a punição, com a ABC classificando-a como extrema e desproporcional diante da retratação imediata do profissional. O Sindicato dos Jornalistas Paraguaios chamou a medida de censura vergonhosa e alertou para um possível precedente. O Círculo de Jornalistas Desportivos pediu revisão da decisão.
O caso se soma a outros afastamentos de profissionais da imprensa durante o Mundial, destacando o debate sobre limites da atuação de jornalistas na cobertura de eventos esportivos.
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