- Miguel Almirón recebeu cartão vermelho na partida Paraguai x Turquia por cobrir a boca durante o confronto, pela segunda rodada da Copa do Mundo.
- A punição foi de uma única partida de suspensão, prevista no artigo 14.1.b do Código Disciplinar da FIFA, e a decisão não pode ser contestada.
- O Paraguai fica sem o atacante na última rodada do grupo, contra a Austrália, jogo que define a vaga para as oitavas; se avançar, pode atuar normalmente.
- Antes do confronto direto, o Paraguai está igualado em pontos com a Austrália, mas tem saldo de gols inferior (-2 contra zero).
- O episódio marca a aplicação da chamada Lei Vini Jr., alteração do IFAB que permite expulsão por cobrir a boca em situações de confronto, citada pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino.
Miguel Almirón, atacante do Paraguai, recebeu suspensão de uma partida por cobrir a boca durante a vitória sobre a Turquia por 1 a 0 na Copa do Mundo. A punição foi por violar o artigo 14.1.b do Código Disciplinar da FIFA, classificado como comportamento antidesportivo.
A decisão cabe a ser resistente a recursos, sem possibilidade de contestação, segundo o comunicado oficial da entidade. Assim, o paraguaiano ficará fora da partida contra a Austrália, que acontece na última rodada da fase de grupos.
A justificativa aponta que o ato ocorreu no fim do primeiro tempo, quando o jogador trocou palavras com o lateral turco Mert Müldür, tapando a boca. O árbitro Iván Barton, após revisão do VAR, expulsou Almirón.
Desdobramentos e contexto
O Paraguai entra em campo com a necessidade de somar pontos contra a Austrália para manter as chances de classificação. O saldo de gols desfavorável (menos dois) favorece os australianos, que estão em posição de vantagem no momento da definição.
A norma aplicada a Almirón faz parte da chamada Lei Vini Jr., alterada pelo IFAB em abril. A mudança permite expulsões por cobrir a boca em confrontos, com base em incidentes anteriores envolvendo Vinícius Júnior e Gianluca Prestianni.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, reiterou o entendimento de que cobrir a boca acompanhado de insultos racistas não pode ser tolerado, o que embasa a jurisprudência atual da competição. A decisão, porém, é final e não cabem recursos.
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