- Paradas para hidratação, obrigatórias em todos os jogos da Copa, ocorrem mesmo quando o clima não interfere na partida.
- Reações são divididas: torcedores, jogadores e técnicos discordam ou aprovam; a pausa também vira espaço para publicidade, com cerveja custando cerca de R$ 90 nos estádios.
- A Fifa mantém a regra de três minutos de hidratação em todos os jogos para a saúde dos atletas e para evitar desníveis entre locais com temperaturas diferentes. A transmissão precisa manter 20 segundos em campo após o apito e retornar 30 segundos antes do fim da pausa, gerando cerca de 2min10 de espaço publicitário.
- A Copa do Mundo feminina de 2027 será disputada no Brasil, com sedes como Fortaleza, Recife e Salvador, onde as temperaturas podem superar trinta graus.
- Na abertura, houve falha de comunicação com a Fox durante a pausa do segundo tempo em México x África do Sul, resultando na perda do reinício da partida.
A pausa para hidratação, obrigatória em todos os jogos desta Copa do Mundo, ganhou críticas e gerou debates entre torcedores, jogadores e técnicos. Em Dallas, durante o duelo entre Argentina e Áustria, a vaia no estádio lotado em cerca de 70 mil pessoas ecoou aos 23 minutos de cada tempo, quando o árbitro interrompeu a partida. Enquanto isso, bares da região aproveitaram os três minutos de pausa para vender bebidas e alimentos.
A medida, anunciada pela Fifa em dezembro, visa proteger a saúde dos atletas e evitar desigualdades entre locais com climas diferentes, já que a competição ocorre em 16 cidades de três países distintos. Em muitos estádios, a resposta dos técnicos foi usar a pausa para ajustes táticos, enquanto parte do público viu a pausa como oportunidade de consumo.
Dessa forma, a pausa tem sido um componente constante deste Mundial, independentemente de o jogo ocorrer em calor extremo ou em ambientes climatizados. Em campo, reações são variadas: torcedores reclamam, atletas pedem ajustes e alguns treinadores defendem a medida.
Mudança de tema: aplicação para a Copa do Mundo feminina de 2027
A Fifa informou que, para a edição de 2027 no Brasil, a avaliação sobre a aplicação das pausas está em andamento, levando em conta as diferentes sedes e condições climáticas. O presidente Gianni Infantino afirmou que as decisões serão baseadas na experiência desta Copa, considerando benefícios para o descanso dos jogadores e para o equilíbrio competitivo.
A entidade justificou a exigência pela necessidade de proteger a saúde dos atletas, especialmente em partidas distribuídas por diversas cidades com variações de temperatura. O diretor de competição da Fifa, Manolo Zubiria, reiterou que haverá pausa de três minutos para hidratação em todos os jogos, independentemente do local.
Impactos comerciais e logística
A Fifa teria autorização para que parceiros explorem as pausas para publicidade, com a transmissão mantida no campo por 20 segundos após o apito inicial da pausa e a volta ao jogo 30 segundos antes do fim, gerando espaço publicitário de aproximadamente 2 minutos e 10 segundos. Em referência a situações anteriores, houve falhas, como no jogo de abertura de México x África do Sul, quando a pausa coincidiu com a exibição de replay e houve atraso no reinício.
O noticiário indica que, em paralelo, a edição de 2027 no Brasil deve enfrentar forte calor em cidades como Fortaleza, Recife e Salvador, o que reforça a continuidade do modelo de pausas durante a partida. A adoção deste formato continua sob estudo para futuras edições, sempre buscando manter a integridade física e a igualdade entre equipes.
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