- Raí, ex-jogador da seleção brasileira, concedeu entrevista ao Le Figaro antes do jogo Brasil x Escócia, última partida da fase de grupos na Copa.
- Ele disse que é a primeira vez desde 1950 que o Brasil não entra entre os favoritos para vencer o torneio, embora possa ganhar, o que seria uma surpresa.
- Alega que o Brasil não é mais o “país do futebol” por conta de incertezas políticas nas federações, falta de continuidade e ausência de uma visão estratégica, o que, segundo ele, deixa a seleção sem técnicos de elite e com necessidade de estrangeiro no comando.
- Destaca Carlo Ancelotti como o grande talento da equipe, elogia Vinícius, mas afirma que Marquinhos e Casemiro são mais adequados para liderar tecnicamente.
- Sobre a comparação entre Mbappé e Pelé, Raí discorda, dizendo que Pelé é o deus dos deuses, e sugere comparar Mbappé a Ronaldo, não a Pelé.
Raí, ex-jogador da seleção brasileira e ídolo do PSG, concedeu entrevista ao Le Figaro na véspera do jogo entre Brasil e Escócia pela fase de grupos da Copa. O jornal francês publicou respostas do brasileiro sobre a evolução do futebol no país e a atuação da equipe de Carlo Ancelotti no torneio.
O ex-meio-campista afirmou que é a primeira edição desde 1950 em que o Brasil não figura entre os favoritos, ainda que admita a possibilidade de o país vencer. Para Raí, ainda que haja chance de título, essa vitória seria surpresa.
Raí também criticou a visão atual do futebol brasileiro, citando incertezas políticas dentro das federações, a ausência de continuidade administrativa e a falta de um plano de longo prazo. Segundo ele, esses fatores influenciam na falta de técnicos de elite no Brasil.
Mbappé e Pelé: a comparação que divide
Na entrevista, Raí diz que a comparação entre Mbappé e Pelé não procede. Ele evita associar o atual astro francês ao mito brasileiro, destacando a importância de Pelé no futebol mundial e sugerindo que a comparação deveria ocorrer com Ronaldo, sem tirar o protagonismo de Pelé.
Raí elogia Carlo Ancelotti como um treinador de grande talento, presente na comissão técnica da seleção brasileira. Questionado sobre Vinícius Jr., o ex-jogador afirma que o ponta é um líder técnico, mas Marquinhos e Casemiro podem cumprir melhor o papel de liderar a equipe em campo.
A olhos do ex-jogador, o Brasil depende hoje de um planejamento estruturado para manter o desempenho. Ele reforça que o técnico estrangeiro tem sido utilizado por necessidade, diante da indisponibilidade de profissionais de elite no Brasil. A entrevista ocorre antes da partida contra a Escócia, válida pelo Grupo C.
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