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Ana Thaís Matos celebra maior presença feminina no jornalismo esportivo

Ana Thaís Matos celebra avanço do feminino no jornalismo esportivo e o espaço conquistado na Copa, sinal de transformação com mais visibilidade e menos hostilidade online

“A história do futebol nunca mais será contada sem uma de nós”, defende Ana Thaís Matos
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  • Ana Thaís Matos celebra a maior presença feminina no jornalismo esportivo durante a Copa do Mundo da Globo, destacando uma mudança histórica.
  • Em sua segunda Copa do Mundo pela TV Globo, ela fala sobre amadurecimento, responsabilidade e o uso de uma linguagem mais confiante e crítica.
  • A jornalista vem de uma trajetória humilde, cresceu entre São Paulo e Itanhaém e conquistou jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo com bolsa do ProUni.
  • Foi a primeira mulher a comentar partidas do Brasileirão na TV aberta; hoje a Globo recebe mais colegas mulheres, como Cris Rozeira e Renata Silveira, indicando transformação no setor.
  • Ela comenta o machismo nas redes, a importância de redes de apoio entre mulheres e a decisão de não ser mãe, além da expectativa de maior visibilidade do futebol feminino no Brasil.

Ana Thaís Matos celebra o avanço da presença feminina no jornalismo esportivo. Em sua segunda Copa do Mundo masculina como comentarista da TV Globo, ela destaca o pioneirismo, a ambição e o espaço cada vez maior para as mulheres no esporte.

A trajetória de Ana revela um percurso de superação. Filha de uma cuidadora que criou seis filhos, cresceu entre a Baixada do Glicério e Itanhaém, enfrentando dificuldades financeiras e maturação precoce antes de ingressar no jornalismo.

Aos 17, mudou-se para São Paulo buscando independência. Trabalhou em diferentes funções até conseguir uma bolsa do ProUni para estudar Jornalismo na PUC-SP, tornando-se referência no campo esportivo. Hoje, integra a equipe da Globo.

Mudança no time da Globo

Nesta Copa, a Globo conta com mais mulheres na transmissão: Cris Rozeira como comentarista e Renata Silveira na narração, reforçando a transformação histórica no jornalismo esportivo.

Em entrevista, Ana afirma que a disputa por espaço foi solitária em 2022, mas vê o cenário mudando: a presença de mais mulheres aumenta a diversidade de vozes e leituras presentes na cobertura.

A comentarista ressalta o impacto dessa evolução na qualidade da transmissão, na visibilidade de temas relevantes e na formação de novas referências para o público.

Desafios e perspectivas

Apesar dos avanços, Ana aponta machismo recorrente e ataques nas redes sociais. Ela destaca a importância de mobilização entre mulheres para ampliar espaço, renda e autonomia na comunicação esportiva.

Sobre a vida pessoal, comenta a escolha de não ser mãe como decisão individual, baseada em experiências de vida e na necessidade de priorizar objetivos profissionais.

No âmbito do futebol, Ana demonstra otimismo com a seleção brasileira, citando jovens jogadores e a possibilidade de surpresas durante a Copa. Ela também aponta a necessidade de maior identificação do público com o futebol feminino no Brasil.

Para a próxima Copa do Mundo feminina no Brasil, a jornalista avalia que há know-how e infraestrutura, mas ainda falta mobilização para ampliar a identificação do público, especialmente em direitos de transmissão e apoio institucional.

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