- Linguistas destacam que nomes de origem eslava e africana são desafiadores para falantes de português.
- Dificuldades aparecem com sons como “dž” (equivalente a “dj” em português) e ao final “ić” (pronuncia-se como “itch”).
- Consoantes duras/brandas, sons palatais e sequências longas de consoantes ajudam a explicar os erros comuns.
- Nomes africanos costumam enfrentar junção de consoantes, como “mb” e “nd”, exigindo apoio vocálico antes de sílabas com duas consoantes.
- A saída recomendada é usar transliteração correta e tentar aproximar a pronúncia do original, sem garantir exatidão total.
O que acontece: pronunciar nomes de jogadores de seleções europeias e africanas é um desafio recorrente para narradores e torcedores, especialmente com sobrenomes de origens eslava e africana.
Quem está envolvido: linguistas e especialistas em fonética, como Gueorgui Hristovsky, do Centro de Línguas e Culturas Eslavas da Universidade de Lisboa, e Margarida Peter, professora da USP, explicam as dificuldades.
Quando e onde: a dificuldade é destacada no contexto de partidas da Copa do Mundo, envolvendo seleções da Croácia, Bósnia e Herzegovina, Marrocos e África do Sul, com nomes como Hadžikadunić, Hadžiahmetović, Mbappé e Mbatha.
Por quê: a pronúncia diverge da escrita por causas da fonética eslava e da junção de consoantes em nomes africanos, além de golpes específicos como dígitos fonéticos e finais como ic versus itch.
Nomes eslavos: a base alfabética é similar ao português, mas a leitura difere pela quantidade de letras e por caracteres especiais. Sequências como dž correspondem ao som de dj em português.
Nomes africanos: a maior dificuldade está na junção de consoantes no início das palavras, por exemplo mb e nd, que não têm correspondência direta no português.
Como falar certo: especialistas sugerem buscar transliteração correta para aproximar a pronúnia da língua origem, sem garantir perfeição. A prática ajuda a reduzir erros comuns.
Origem dos problemas: além da grafia, muitos sobrenomes são longos e compostos, o que aumenta a possibilidade de leitura inadequada pelos falantes de português.
Sugestão prática: diante de nomes difíceis, vale ouvir falantes nativos e consultar fontes de transliteração, sem descartar a tentativa de comunicar de forma próxima ao original.
Conclusão pontual: falas bem informadas e leitura de padrões sonoros ajudam a reduzir equívocos, sem substituir a pronúncia nativa.
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