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Copa 2026: por que troféus de melhor em campo variam entre muçulmanos

Premiação de melhor em campo na Copa 2026 ganha versão sem marca para muçulmanos e menores de idade, evitando associação com bebidas alcoólicas

Hakimi recebe versão alterada de prêmio de melhor em campo contra o Haiti
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  • A premiação de melhor em campo na Copa do Mundo de 2026 tem versão sem a marca para muçulmanos e menores de idade, para respeitar crenças religiosas.
  • O troféu é o Superior Player of the Match, oferecido pela cerveja Michelob Ultra, da AB InBev, com ajuste no design de fundo.
  • Atletas como Achraf Hakimi, Mohamed Salah, Ismaël Koné, Mahmoud Abunada, Johan Manzambi e Yan Diomande receberam a versão sem o nome da patrocinadora.
  • A alteração também vale para jogadores menores de idade ou que não queiram associação a bebidas alcoólicas.
  • A prática foi adotada a partir do Mundial de Clubes de 2025; em 2018, Mohamed El-Shenawy recusou prêmio similar por não haver versão sem marca.

O troféu de melhor em campo, conhecido como Superior Player of the Match, ganhou uma modificação neste Mundial 2026. A premiação é oferecida pela cerveja Michelob Ultra, e, para respeitar crenças, algumas versões entregues não trazem o nome da marca. A medida abriga jogadores muçulmanos e atletas que não desejam associação com bebidas alcoólicas.

Segundo o relato, além da retirada do logo, o painel de fundo usado nas fotos oficiais também é alterado nesses casos. A ideia é manter a cerimônia correta com base na fé dos atletas, sem expor ou constranger quem não consome álcool.

Entre os nomes que receberam a versão sem identificação da marca estão Hakimi, do Marrocos, Salah, do Egito, Koné, do Canadá, Abunada, do Qatar, Manzambi, da Suíça, e Diomande, da Costa do Marfim. A prática também vale para menores de idade ou para jogadores que preferem não associar a marca.

Contexto histórico e mudanças recentes

A alteração passou a valer a partir do Mundial de Clubes de 2025, promovido pela Michelob Ultra. No torneio dos EUA, Hakimi recebeu a versão sem logotipo por ser muçulmano, enquanto Estevão, que na época defendia o Palmeiras, levou o prêmio sem menção à marca por ser menor de idade.

No Mundial de 2018, o goleiro Mohamed El-Shenawy recusou receber a premiação oferecida pela Budweiser após a vitória do Egito sobre o Uruguai, em sinal de protesto contra a ausência de uma versão sem marca. A nova prática visa evitar situações semelhantes no presente torneio.

A medida é observada como forma de inclusão, sem tratar a decisão como controvérsia comercial. A FIFA não informa mudanças adicionais à política de patrocínio, mantendo a distribuição de troféus com o formato adaptado já conhecido neste Mundial.

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