- O horário de verão da Alemanha, que joga contra o Equador nesta quinta-feira, adianta os relógios e ajuda a não atrasar muitos jogos da Copa do Mundo de 2026 para os brasileiros.
- EUA e Canadá adotam o DST para economizar energia, evitando que parte das partidas comece depois das 22h e 1h do horário de Brasília.
- A Copa de 2026 ocorre em quatro fusos diferentes: Costa Leste UTC-4 (com DST, +1 h em relação a Brasília), Região Central UTC-5 (com DST, +2 h), México UTC-5 (+2 h) e Costa Oeste UTC-7 (com DST, +4 h).
- O DST teve origem na Alemanha durante a Primeira e a Segunda Guerra Mundial para economizar combustível, sendo adotado pelas nações ocidentais ao longo do tempo.
- No Brasil, o horário de verão foi criado em 1931 e suspenso oficialmente em 2019; desde então o governo acompanha a questão por meio de comitê setorial, sem readotar a medida para 2026.
O horário de verão, impulsionado pela Alemanha, influencia a programação de jogos da Copa do Mundo de 2026. A competição, com jogos em quatro fusos diferentes, passa a ter horários ajustados para atender a diversos países, incluindo Estados Unidos, Canadá e México. A medida evita que parte das partidas inicie muito tarde para o público brasileiro.
Na prática, os horários variam conforme o local da partida. A Costa Leste, com horário de verão, fica +1 hora em relação a Brasília. A Região Central também entra com +2 horas. O México tem a mesma diferença da Costa Central, enquanto a Costa Oeste fica +4 horas. Assim, partidas em Nova York, Dallas, Los Angeles e outras cidades começam em horários distintos no Brasil.
Horários da Copa de 2026 e fusos
Os quatro fusos do evento são: Costa Leste (UTC-4), Região Central (UTC-5), México (UTC-5) e Costa Oeste (UTC-7). Em cada região, o horário de verão vigente aumenta a diferença para Brasília, o que ajuda a evitar partidas muito tardias para o público brasileiro.
O horário de verão nasceu como estratégia alemã durante as guerras para economizar combustível. A prática adianta o relógio para que haja mais luz no fim do dia, reduzindo o consumo energético. Desde então, outros países adotaram o ajuste sazonal.
Origem histórica do horário de verão
A ideia ganhou repercussão após um ensaio de Benjamin Franklin em 1784, ainda antes da eletricidade, defendendo economia de vela. Ao longo do tempo, nomes como George Vernon Hudson e William Willett defenderam mudanças para ampliar luz ao fim do dia. A adoção nacional ocorreu pela primeira vez em 1916, na Alemanha, para enfrentar o bloqueio de combustível.
Em 1916, relatos alemães indicam confusão inicial com horários, mas a prática mostrou economia de carvão em cidades como Bremen. Ao redor da Europa e dos EUA, o horário de verão foi se disseminando como medida energética, especialmente durante períodos de menor disponibilidade de combustível.
Brasil hoje e perspectivas
No Brasil, a adoção ocorreu pela primeira vez em 1931, sob Getúlio Vargas, e foi oficialmente suspensa em 2019, durante a gestão de Jair Bolsonaro. Estudos indicaram que a economia de energia não justificava mais o horário, diante de mudanças nos hábitos de consumo.
Desde então, o Ministério de Minas e Energia realiza avaliação periódica por meio do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico. Em outubro passado, o ministro afirmou que o país permanece com segurança energética e sem necessidade de readotar o horário de verão para 2026.
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