- Infantino busca estreitar relação com Donald Trump, inclusive promovendo o Prêmio da Paz da FIFA, que gerou controvérsia entre dirigentes.
- Ações de aproximação incluem centro de operações em Miami, próximos à influência de Washington, e exploração de negócios alinhados ao estilo Trump, como licenciamento de marca e criptomoeda.
- O Prêmio da Paz da FIFA, entregue ao então presidente dos EUA, rendeu críticas por soar partidário e ter elevado o protagonismo de Infantino.
- As iniciativas visam reposicionar a FIFA nos EUA, com encontros e visitas a autoridades americanas; houve propostas de negócios que não se concretizaram.
- A Copa do Mundo de 2026, com sede conjunta EUA-Canadá-México, é vista como teste para a estratégia, ainda que haja preocupação sobre a neutralidade da entidade.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, intensificou a aproximação com o ex-presidente dos EUA,Donald Trump, usando gestos institucionais e ações de relações públicas. Em meio a críticas, a entidade chegou a entregar o Prêmio da Paz da Fifa a Trump, o que gerou debate sobre imparcialidade.
A operação tem foco em consolidar a imagem da Fifa perante Washington e ampliar espaço político e comercial. A manobra inclui visitas, encontros com autoridades norte-americanas e movimentação para reforçar a presença da organização nos EUA.
A ‘trumpificação’ da Fifa
Sob o comando de Infantino, a Fifa explorou possibilidades de negócios fora do usual, como licenciamento de marca para hotéis. Também foi aventada a criação de uma criptomoeda própria, tema discutido em eventos próximos a Mar-a-Lago, residência de Trump. Essas iniciativas sinalizam mudanças no modelo de atuação da entidade.
A sede continua em Zurique, mas a Fifa abriu um centro de operações em Miami, cidade-chave na relação com o governo americano. A abertura coincide com o foco de Infantino em manter proximidade com o círculo trumpista.
Contexto institucional e controvérsias
Ao assumir em 2016, Infantino prometeu restaurar a reputação da Fifa após investigações de corrupção. A estratégia incluiu aproximação com autoridades dos EUA, o que gerou críticas internas e tentativas de afastamento por parte de dirigentes que veem risco de comprometimento de neutralidade.
A relação com Trump se intensificou com participação de Infantino na posse do presidente e em visitas de Estado. Relatórios indicam que o efeito político dessa relação pode ultrapassar o ciclo de um torneio, influenciando decisões sobre a atuação internacional da entidade.
Copa do Mundo na região norte-americana
A Copa do Mundo realizada em conjunto por EUA, Canadá e México é vista como teste da estratégia de Infantino. Defensores da aproximação afirmam que a gestão busca evitar que mudanças políticas atrapalhem o evento, enquanto críticos questionam limites éticos da relação com o poder político.
Entre os entraves observados neste ano estão questões logísticas envolvendo equipes e autoridades, além de debates sobre neutralidade da Fifa durante o torneio. A direção da entidade mantém posição de que cooperação institucional é parte do funcionamento do evento global.
Desdobramentos e o futuro da Fifa
Especialistas divergem sobre se a estratégia de Infantino melhora a imagem da Fifa ou a sujeita a riscos de dependência de governos estrangeiros. As discussões abordam impactos na governança, na credibilidade da organização e na percepção pública internacional.
O cenário atual sugere que a gestão de Infantino continuará a buscar maior proximidade com potências globais e planos de negócios inovadores. A Fifa não anunciou mudanças rápidas em sua postura institucional.
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