- Joel Santana, ex-treinador de 77 anos, participou do programa Bola na Copa nesta quarta-feira, 24, comentando sobre a seleção, Neymar e Carlo Ancelotti.
- Disse que o Brasil não está jogando bem e enfrenta dificuldades, sem um time pronto para colocar em campo.
- Questionou a ideia de treinador estrangeiro, sugerindo que o futebol brasileiro está perdendo identidade e citando diferenças culturais.
- Elogiou o futebol africano, apontando que os atletas do continente são fisicamente fortes e que a África do Sul não vem bem, mas tem potencial.
- Sobre Neymar, afirmou que o time está instável e que o jogador pode entrar durante o jogo apenas quando houver ritmo; destacou Endrick e Rayan como jovens em ascensão.
Joel Santana, o “Rei do Rio”, concedeu entrevista ao Bola na Copa nesta quarta-feira, 24. O ex-treinador, de 77 anos, abordou a atual fase da seleção brasileira, Neymar, Ancelotti e as possibilidades no Mundial. Ele comentou ainda sobre o desempenho da África no torneio e sobre o legado brasileiro.
Santana avaliou o momento da seleção como difícil. Segundo ele, o Brasil não vem atuando em seu melhor nível, houve receio contra Marrocos e o segundo tempo diante do Haiti não agradou. Ele destacou dúvida sobre o time titular atual.
Sobre a escolha de um treinador estrangeiro, Santana disse sentir tristeza pelo futebol brasileiro. Afirmou que, embora reconheça a competência do treinador, o futebol do Brasil tem identidade própria que pode ficar menos evidente com experiências fora do país. A leitura é de cautela quanto a resultados imediatos.
O ex-treinador elogiou o desempenho de equipes africanas, destacando qualidades físicas e evolução técnica. Porém admitiu que a África do Sul não forma de fato resultados positivos neste momento, desejando que o continente tenha mais espaço no cenário mundial.
Neymar foi tema de questionamento quanto ao espaço no time titular. Santana disse que o jogador pode entrar em momentos específicos, sem ser escalado para carregar o time. Ressaltou a importância de manter ritmo de jogo antes de qualquer decisão na Copa.
A expressão de apoio aos jovens Endrick e Rayan também ganhou espaço. Ele incluiu Endrick como jogador emergente, sugerindo que, se pronto, deve ganhar minutos. Sobre Rayan, avaliou que pode ser utilizado conforme a evolução durante o torneio.
A entrevista foi conduzida em meio a bastidores da Copa, com cobertura de equipes brasileiras no exterior. Veruska Donato, Amauri Segalla e Alessandro Giannini estiveram entre os presentes, com informações de Estados Unidos que acompanham a competição. Fontes da VEJA acompanharam os desdobramentos.
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