- No Mundial de 2026, brutamonte de hidratação acontece em todas as partidas, com pausas de aproximadamente três minutos aos 22 minutos de cada metade.
- Jogadores e técnicos dizem que as pausas afetam o ritmo do jogo, com controvérsias sobre quando é melhor interromper e por quê.
- Alguns treinadores veem valor tático nas pausas para ajustes, enquanto outros criticam a interrupção do fluxo do jogo e a reação do público.
- Casos disputados incluem jogo entre Ghana e Panama e partidas em estádios com chuva ou calor; houve até uma pausa recusada ou cancelada em algumas situações climáticas.
- A FIFA defende as pausas como forma de equidade entre as equipes, afirmando que não há ganho financeiro envolvido, apenas uma decisão esportiva para preservar o bem-estar dos jogadores.
O que é claro até agora é que as pausas para hidratação são parte do protocolo da Copa do Mundo de 2026. As equipes recebem intervalos de cerca de três minutos aos 22 minutos de cada tempo, com o relógio correndo simultaneamente. A medida visa manter jogadores e oficiais resfriados em jogos de temperatura elevada, mantendo a igualdade de condições.
Em Toronto, o jogo entre Estados Unidos e Paraguai mostrou como a pausa mudou a dinâmica. Os 11 jogadores rodearam o monitor para analisar táticas e filmagens, uma prática incomum durante a partida. A cada retorno, a orientação dos árbitros permitia mais tempo ao grupo, sob a justificativa de anúncios comerciais em andamento.
A reação dos técnicos tem sido mista. Alguns técnicos destacam que os intervalos ajudam a recuperar o fôlego e a ajustar estratégias, enquanto outros afirmam que a interrupção quebra o ritmo do jogo. A decisão depende das condições de cada partida, incluindo temperatura e estado de conservação física.
A partida entre França e Iraque, com atraso por chuva, evidenciou variações: o segundo tempo foi suspenso por tempo maior que duas horas, e a pausa seguinte acabou cancelada quando o jogo retomou, ressaltando que as regras podem se adaptar a eventos climáticos.
O debate envolve também o impacto na fluidez do jogo. Em alguns casos, a interrupção é vista como favorável a equipes sob pressão para reorganizar o bloqueio defensivo, enquanto outras situações apontam que a pausa desvia o foco e reduz o ímpeto ofensivo.
Entre os clubes, há visões distintas sobre a frequência das pausas. O técnico croata Zlatko Dalic aponta que nem sempre o intervalo é benéfico, pois pode interromper o impulso da equipe; já o técnico português Roberto Martínez valoriza as três oportunidades de ajuste como ferramenta estratégica.
Outras equipes tratam os intervalos como oportunidade de treinamento concentrado. O treinador austríaco Ralf Rangnick vê os intervalos como possibilidade de reorganizar o conjunto e avalia se a prática será adotada no futebol doméstico. Já o inglês Thomas Tuchel destaca a chance de resfriar jogadores de forma mental e física.
A percepção entre torcedores varia. Alguns podcasts e fãs criticam os intervalos, citando interrupção da experiência de assistir aos jogos na TV com comerciais. Outros apoiam a medida em dias de calor extremo, especialmente para evitar lesões por superaquecimento.
Casos específicos ilustram a diversidade de efeitos. O meia Leandro Bacuna, de Curaçao, comentou que a equipe esperava enfrentar pressão da Alemanha, visando reduzir o ritmo com a pausa, mas acabou permitindo o empate antes do intervalo. Posteriormente, a Alemanha consolidou a vitória com gols seguintes.
Já em outras situações, a pausa pode não favorecer o time com o domínio do jogo. Em alguns embates, equipes controlavam o ritmo mesmo com o relógio em jogo, deixando claro que o impacto é variável e depende do curso da partida.
O posicionamento da FIFA tem sido de reforçar que a medida é para equilíbrio entre equipes, independentemente do temperatura ou do estádio. O presidente Gianni Infantino ressaltou que as pausas não geram receita adicional e são estritamente esportivas, buscando justiça competitiva.
A adoção universal das pausas segue em avaliação, com técnicos e jogadores observando os efeitos em diferentes partidas. A tendência é que o protocolo permaneça enquanto houver consenso sobre seu impacto no esporte, na segurança e na experiência do público.
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